Tradição do bacamarte foi celebrada nesta quarta em Afogados

Diversos grupos de bacamarteiros, de diversas cidades, encontraram-se na manhã desta quarta (29), em Afogados da Ingazeira, para celebrar essa tradição centenária.

Após a concentração no início da avenida Rio Branco, os diversos grupos seguiram em cortejo, organizado pela Prefeitura de Afogados, em direção à Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Na praça Arruda Câmara, a Prefeitura ofereceu um café da manhã a todos os brincantes, que em seguida puderam apresentar ao público presente toda a riqueza dessa tradição que atravessa gerações.

Acompanhado do seu secretário adjunto, Luciano Pires, o Secretário de cultura de Afogados destacou a importância da valorização que a Prefeitura de Afogados, em parceria com a associação dos bacamarteiros, vem dando a essa importante tradição da cultura nordestina.

Os bacamarteiros também estarão presentes no aniversário de Afogados, durante a alvorada, a partir das 6h, saindo cortejo em mesmo percurso.

O vereador César Tenório participou também do momento.

Plano Safra 2022/2023 anuncia R$ 340,8 bilhões para a agropecuária

O governo federal lançou nesta quarta-feira (29) o Plano Safra 2022/2023, que vai disponibilizar um total de R$ 340,88 bilhões em financiamentos para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. O valor, segundo o Ministério da Agricultura, representa aumento de 36% em relação ao Plano Safra anterior, que disponibilizou R$ 251 bilhões a produtores rurais.

O novo plano foi anunciado durante cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Agricultura, Marcos Montes, além de diversas outras autoridades. Do total de recursos disponibilizados, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização, uma alta de 39% em relação ao ano anterior. Outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos, um incremento de 29%.

“Estamos lançando um plano safra capaz de atender aos diversos segmentos do agro e atento aos compromissos do governo e da sociedade de responsabilidade fiscal, um plano safra com valor muito expressivo, R$ 341 bilhões diante de R$ 252 na safra passada, e com taxas de juros compatíveis e inferiores às taxas de mercado, inferiores até à taxa Selic”, destacou o ministro Marcos Montes.

Os recursos com juros controlados somam R$ 195,7 bilhões e aqueles com juros livres totalizam R$ 145,18 bilhões. O montante de recursos equalizados, que é aquela parte do juros que não é cobrada do tomador, cresceu 31%, chegando a R$ 115,8 bilhões na próxima safra, segundo o governo.

O novo Plano Safra também aumentou, de 50% para 70%, a possibilidade de uso dos recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). A LCA é um título de renda fixa emitido pelos bancos para financiar atividades agropecuárias. A expectativa, segundo o governo, é que a medida gere uma maior participação do mercado de finanças privadas do agro, com a expansão de títulos como a CPR, CDCA, CRA, além da LCA.

Os recursos para os pequenos produtores rurais, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), subiram 36%, totalizando R$ 53,61 bilhões, com juros de 5% ao ano (para produção de alimentos e produtos da sociobiodiversidade) e 6% ao ano (para os demais produtos).

Para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), foram disponibilizados R$ 43,75 bilhões, um aumento de 28% em relação à safra passada, com juros de 8% ao ano.

Os recursos disponibilizados no âmbito do Pronaf e do Pronamp são integralmente com taxas de juros controladas.

Para os demais produtores e cooperativas, o total disponibilizado é de R$ 243,4 bilhões, com taxas de juros de 12% ao ano. Os produtores rurais também podem optar pela contratação de financiamento de investimento a taxas de juros pós-fixadas.

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), que financia investimentos necessários para a ampliação e construção de novos armazéns, terá R$ 5,13 bilhões disponíveis na próxima safra, com taxas de juros de 7% ao ano para investimentos relativos à armazenagem com capacidade de até 6 mil toneladas, e de 8,5 % ao ano para os demais investimentos. O prazo de reembolso desses empréstimos é de até 12 anos, com carência de até 3 anos.

Neste ano, segundo o governo, foi instituído um limite de financiamento de R$ 50 milhões para investimentos relativos a armazenagens de grãos. Para o armazenamento dos demais itens, o limite continua sendo de R$ 25 milhões.

Novas pandemias podem surgir de vírus e bactérias da Amazônia

A devastação da Amazônia ameaça à saúde pública global. Publicada nesta quarta-feira (29) com destaque na revista Science Advances, uma pesquisa liderada por cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) alerta para o risco da emergência de epidemias e pandemias a partir do Brasil.

Revela, por exemplo, 173 tipos de patógenos (vírus, bactérias, vermes, parasitas, fungos) associados à caça e que podem causar ao menos 76 doenças em seres humanos. Ninguém está imune ao que acontece na Amazônia, mostra o estudo.

Os pesquisadores desenvolveram modelos para avaliar o risco de surgimento de zoonoses — as doenças transmitidas de animais para seres humanos — em cada estado brasileiro.

O risco existe em todo o Brasil, mas nenhuma região é tão vulnerável quanto a Amazônia, conclui o artigo. Ela abriga todas as condições para uma tempestade pandêmica perfeita. Tem a maior biodiversidade terrestre do mundo associada a taxas de desmatamento recordes — as maiores em 15 anos — e populações em cidades remotas e com baixo acesso a serviços de saúde.

Os pesquisadores destacam que o risco da emergência de doenças aumenta com a piora das condições ambientais e sociais do país. Segundo o estudo, os locais de maior risco de surtos são as cidades amazônicas remotas junto a áreas de desmatamento.

“Essa é a primeira vez que se usa modelos estatísticos sólidos para analisar o risco de emergência de zoonoses. A partir de um modelo de avaliação que identifica diferentes interações entre os elementos que investigamos, observamos os processos que moldam o surgimento de zoonoses em cada estado brasileiro. Fica evidente que desmatamento e caça são graves problemas para a saúde pública. Conservar a floresta é proteger a saúde. Ninguém está imune ao que acontece na Amazônia” afirma Winck.

Para fazer o estudo, os cientistas analisaram fatores como vulnerabilidade, exposição e capacidade de enfrentamento de doenças. Foram consideradas variáveis como espécies de mamíferos silvestres, perda de vegetação natural, mudanças nos padrões de uso da terra, bem-estar social, conectividade geográfica de cidades e aspectos econômicos.

Também autora do estudo, Cecília Andreazzi, do mesmo laboratório do IOC, observa que a Mata Atlântica, onde vivem cerca de 75% dos brasileiros, também tem imensa biodiversidade. Não à toa já foram identificados no bioma vírus como o Sabiá, causador de febre hemorrágica letal. Porém, a Amazônia está em maior risco porque é hoje vítima da maior pressão, sob intenso ataque de desmatamento, garimpo, caça e outras agressões ambientais.

“A Amazônia passa por intensa transformação, com abertura de novas frentes de desmatamento, agravamento da caça e garimpo. Tudo isso impacta na emergência e dispersão de patógenos ” enfatiza Andreazzi.

A carne de caça é um meio crítico para o “transbordamento” de patógenos de animais e causadores de doenças em seres humanos. Os cientistas descobriram 63 mamíferos que interagem com 173 patógenos que podem causar, pelo menos, 76 diferentes doenças. Todos estão associados à caça no Brasil.

Análises computacionais indicaram que as espécies mais caçadas no Brasil, como paca, gambá, tatu e capivara, estão associadas a patógenos que potencialmente causariam danos graves à saúde pública.

Caçadores funcionam como elos entre microrganismos da floresta e os centros urbanos, mostram cientistas. Eles podem carregar patógenos de doenças que, se não fosse isso, continuariam longe do ser humano, sob a guarda da floresta.

As cientistas explicam que a infecção de caçadores ocorre de várias formas. Na floresta, o caçador é exposto a picadas de mosquitos, carrapatos e outros vetores. Também pode se infectar por meio de cortes e até pequenos arranhões. Outra forma de contágio é o preparo e o consumo da carne de caça. Os cães de caçadores também podem ser contaminados e levar patógenos para fora da mata.

“Encontramos 76 doenças conhecidas, mas a Amazônia é imensa e apenas uma pequena parcela de sua biodiversidade foi estudada e muitos casos de doença não são notificados” frisa Winck

Andreazzi acrescenta que de encefalite sem diagnóstico fechado, por exemplo, ficam invisíveis ao sistema de notificação. O mesmo acontece com febre hemorrágicas.

“Não existe rastreamento para febres hemorrágicas ou ação conjunta entre órgãos ambientais e de saúde. Enquanto isso, o desmatamento e a caça libertam patógenos que sequer conhecemos “ destaca Andreazzi.

Além do IOC, participaram do estudo cientistas de outras unidades da Fiocruz, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), da Faculdade Maurício de Nassau (Sergipe), da União Internacional para a Conservação da Natureza e das universidades portuguesas de Coimbra e de Aveiro.

Em Afogados, 79,6% da população apta já tomou a quarta dose da vacina contra a COVID

A Prefeitura de Afogados vem intensificando o chamamento da população de 40 anos ou mais para tomar a quarta dose da vacina contra a COVID.

No município, pouco mais de 20% desse público ainda não tomou a quarta dose. “Temos avançado nos demais públicos, com altos percentuais de cobertura vacinal, mas nesse específico, de 40 anos ou mais, ainda temos mais de 20% sem tomar a quarta dose, o que preocupa, sobretudo em um contexto de aumento de casos,” destacou o Secretário de Saúde, Artur Amorim.

A vacinação está ocorrendo na Rua Professor Vera Cruz, próximo à Casa Siqueira, de segunda à sexta, no horário comercial.

Putin: se Otan enviar armas para Finlândia e Suécia, Rússia vai reagir ‘de forma simétrica’

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (29) que a Rússia não veria problemas numa eventual adesão de Suécia e Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas também disse que se soldados e armas forem enviados aos territórios dos países, os russos vão responder “de forma simétrica”.

Putin falou sobre a entrada dos dois países na organização durante uma visita ao Turcomenistão.

“Não temos problemas com Suécia e Finlândia como os que temos com a Ucrânia, nós não temos diferenças territoriais”, disse Putin.

“Não há nada que nos incomodaria caso a Suécia e a Finlândia ingressem na Otan. Se (os países) desejarem, podem aderir. Cabe a eles. Podem aderir ao que quiserem”, disse ele.

Foi então que Putin fez ressalvas: “Se contingentes e infraestrutura militares fossem mobilizados lá, seríamos obrigados a responder de forma simétrica e fazer as mesmas ameaças àqueles territórios de onde tiverem surgido ameaças a nós”.

Suécia e Finlândia decidiram se candidatar a ingressar na Otan depois que a Rússia lançou sua operação militar na Ucrânia pró-Ocidente em 14 de fevereiro.

O processo formal de adesão foi iniciado nesta quarta-feira (29) durante a cúpula da Otan, em Madri.

Até agora, a Rússia sempre tinha sido crítica da perspectiva de os dois países nórdicos aderirem à Aliança Atlântica, dizendo que este seria um fator desestabilizador para a segurança internacional.

Vinte pessoas são encontradas mortas após veículo quebrar no deserto da Líbia

Uma equipe de resgate encontrou, nesta quarta-feira (29), 20 pessoas mortas no deserto da Líbia depois que o veículo em que estavam quebrou. Os socorristas acreditam que as vítimas morreram de sede.

O veículo veio do Chade, um país vizinho, e viajou cerca de 120 quilômetros em território líbio, até a região de Kufra, onde o carro parou, informaram os socorristas.

A equipe de resgate publicou em uma rede social um vídeo que mostra os cadáveres se decompondo no deserto, perto de uma caminhonete.

Esta região pouco povoada registra habitualmente temperaturas acima de 40ºC graus no verão.

A Líbia vive em caos após as revoltas que derrubaram o ditador Muammar Khaddafi, e suas fronteiras com Chade, Níger e Sudão tornaram-se rotas notórias de tráfico de pessoas e contrabando.

PGR defende arquivamento pelo Supremo de pedido de investigação de comandantes militares

A Procuradoria-Geral da República defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de um pedido de investigação dos comandantes de Marinha, Exército e Aeronáutica por suposto envolvimento na propagação de dúvidas sobre o sistema eleitoral. Para a Procuradoria, não há provas de que os militares tenham cometido crimes.

O parecer foi enviado ao Supremo nesta quarta-feira (29) e é assinado pela vice-procuradora-geral Lindôra Araújo.

O pedido foi apresentado por um advogado de Osasco (SP), que contestou a atuação dos comandantes em relação ao processo eleitoral. O advogado acusou os militares de “terrorismo” e de tentativa de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

“Os fatos relatados pela noticiante não ensejam a instauração de inquérito sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, tampouco contêm elementos informativos capazes de justificar, por si, o oferecimento de denúncia”, afirma o documento da PGR.

Segundo Lindôra Araújo, “trata-se, pois, de possível inconformismo particular à atuação, em princípio, legítima do Ministério da Defesa”. Para ela, as manifestações dos militares são, “a priori, republicanas, solicitando autorizações e propondo ideias”.

“Não há motivo e condições para a deflagração de inquérito policial perante o Supremo Tribunal Federal, porquanto inviável fazer uma investigação sem objeto certo, contra todas as chefias das Forças Armadas e do Ministério da Defesa, por fatos desconhecidos”, escreveu.

Na avaliação da subprocuradora, não houve impedimentos à realização de testes nas urnas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“Em verdade, testes foram realizados pela Justiça Eleitoral sem contratempos, as auditorias ocorreram de forma desimpedida sobre as urnas eletrônicas, acompanhadas por especialistas em computação e em áreas jurídicas, demonstrando mais uma vez não ter havido nenhuma intervenção militar de índole terrorista ou atentatória às instituições do Estado Democrático de Direito”, argumentou.

Bolsonaro admite ‘casos isolados’, mas diz que corrupção no governo não é ‘endêmica’

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (29) que há casos de corrupção no governo, mas afirmou que são episódios “isolados” e que a corrupção na sua gestão não é “endêmica”.

A declaração, dada durante pronunciamento em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), marca uma mudança no discurso do presidente, que, ao longo do governo, afirmou várias vezes que não havia corrupção na sua gestão.

Bolsonaro fez a afirmação quando falava da possibilidade de o Brasil passar a fazer parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“O estudo avançado do ingresso do Brasil na OCDE é sinal que o Brasil é bem-visto globalmente. Nós atacamos a facilitação de negócios, bem como, o combate à corrupção. Isso nós estamos muito bem no governo. Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo”, afirmou Bolsonaro.

“Tem casos isolados que pipocam e a gente busca solução pra isso. Mas, além da escolha dos ministros, além de conversar com eles qual é a real função dele, em cada ministério nós temos aí uma célula composta de servidores da PF, da CGU, da AGU e até mesmo TCU para analisar aquilo que é de mais caro pra nós. De modo que a gente ataca a possível corrupção na origem. Não interessa descobrir o corrupto, nós queremos é evitar que apareça a figura do corrupto”, acrescentou o presidente.

As falas de Bolsonaro foram proferidas em meio a um escândalo de desvios no Ministério da Educação (MEC). São investigadas denúncias de suposto favorecimento de amigos de pastores evangélicos no repasse de recursos da pasta durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro.

No Senado, já foi protocolado o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades.

Durante o evento, Bolsonaro afirmou também que paga um preço alto por, segundo ele, não ter negociado ministérios com partidos políticos.

“Há poucos anos, tinha um problema qualquer, tal partido ganhava ministério, outro perdia, ganhava banco, perdia uma estatal. Era assim. então as pessoas realmente não eram as mais adequadas para ocupar esses postos-chaves”, disse.

“Conosco, [foi] diferente. Paguei e pago preço altíssimo por isso. Olha a CPI quase saindo aí, de um assunto que parece que está enterrado, parece. Mas quando se abre CPI, abre-se um mar de oportunidades para oportunistas fazerem campanha contra a gente”, completou o presidente.

Brasil registra maior média móvel de mortes por Covid em 3 meses, com 226 vítimas por dia

O Brasil registrou nesta quarta-feira (29) 294 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 671.194 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 226, a maior registrada em pouco mais de 3 meses, desde 28 de março (quando estava em 236). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +52%, indicando tendência de alta pelo sexto dia seguido.

Já a média móvel de casos chegou a 55.549, a maior registrada desde 1º de março.

Brasil, 29 de junho
Total de mortes: 671.194
Registro de mortes em 24 horas: 294
Média de mortes nos últimos 7 dias: 226 (variação em 14 dias: +52%)
Total de casos conhecidos confirmados: 32.283.345
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 76.263
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 55.549 (variação em 14 dias: +39%)

Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Maranhão e Mato Grosso do Sul não tiveram registro de morte pela doença no período de 24 horas. Já os estados de Roraima e Tocantins não divulgaram atualização de casos e mortes até o fechamento deste boletim.

No total, o país registrou 76.263 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.283.345 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 55.549, variação de +30% em relação a duas semanas atrás. É a maior média registrada desde o dia 1º de março (quando indicava 65.370 casos por dia).

Confira a programação completa da XVI Expoagro

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira divulgou na tarde desta quarta-feira, 29 de junho, o card com a programação definida da XVI Expoagro.

A Expoagro acontece de 6 a 11 de julho, no Centro Desportivo Lúcio Luiz de Almeida. O evento terá apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Empetur.

Confira a grade completa:

Dia 6: Ney Gomes e Banda Trem de Pouso, Lindomar Souza, Raphael Marone e João Gomes;

Dia 7: Os Megas, Gustavo Pinheiro, Júnior & Emanoel, Vitor Fernandez e Dorgival Dantas;

Dia 8: Adelino do Acordeon, Carla Alves e Banda, Santanna o Cantador e Limão com Mel;

Dia 9: Cezinha do Acordeon, Maciel Melo e Naiara Azevedo;

Dia 10: Leandro Cavalcanti, Cordel do Fogo Encantado e Mano Walter;

Dia 11: Leandro Borges (atração gospel).

Após demissão de Pedro Guimarães, Bolsonaro nomeia secretária da Economia para a presidência da Caixa

A secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, foi nomeada nesta quarta-feira (29) pelo presidente Jair Bolsonaro como nova presidente da Caixa Econômica Federal, em substituição a Pedro Guimarães, que pediu demissão após denúncias de assédio sexual.

A exoneração de Guimarães e a nomeação de Daniella Marques foram publicadas no final da tarde em edição extra do “Diário Oficial da União”.

A economista Daniella Marques está no governo Bolsonaro desde o início do governo. É uma das assessoras de maior confiança do ministro Paulo Guedes, da Economia. Ela começou como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, em janeiro de 2019. Da equipe original de Guedes, grande parte já deixou o governo.

As denúncias contra Guimarães embasaram uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a conduta do presidente da Caixa. Desde esta terça (28), sob a condição de anonimato, se tornaram públicos relatos de funcionárias contando ações de Guimarães contra elas.

Elas contam, por exemplo, que o agora ex-presidente da Caixa as chamava para o quarto dele em hotéis durante viagens oficiais, pedindo remédios ou carregador de celular. Quando elas chegava, ele as recebia com trajes inadequados.

As funcionárias relatam também abraços forçados, em que ele passava a mão por partes íntimas delas.

Em carta, Presidente da Caixa pede demissão, mas nega acusações de assédio sexual

Alvo de denúncias de assédio sexual, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, entregou nesta quarta-feira (29) ao presidente Jair Bolsonaro uma carta de demissão.

No final da tarde, uma edição extra do “Diário Oficial da União” registrou decreto de Bolsonaro com a exoneração “a pedido” de Guimarães e nomeação para o lugar dele da secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques.

Na carta, Guimarães nega as acusações de várias funcionárias da Caixa que apontaram situações de assédio. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal. O Ministério Público do Trabalho também vai apurar. Segundo apurou o blog de Ana Flor, a cúpula da Caixa tinha conhecimento das denúncias, mas acobertou.

“As acusações noticiadas não são verdadeiras! Repito: as acusações não são verdadeiras e não refletem a minha postura profissional e nem pessoal. Tenho a plena certeza de que estas acusações não se sustentarão ao passar por uma avaliação técnica e isenta”, escreveu Pedro Guimarães.

Na carta, o presidente da Caixa se diz alvo de “rancor político em um ano eleitoral”. Segundo ele, o objetivo da demissão é “não prejudicar a instituição ou o governo”.

“Não posso prejudicar a instituição ou o governo sendo um alvo para o rancor político em um ano eleitoral. Se foi o propósito de colaborar que me fez aceitar o honroso desafio de presidir com integridade absoluta a CAIXA, é com o mesmo propósito de colaboração que tenho de me afastar neste momento para não esmorecer o acervo de realizações que não pertence a mim pessoalmente, pertence a toda a equipe que valorosamente pertence à CAIXA e também ao apoio de todos as horas que sempre recebi do Senhor Presidente da República, Jair Bolsonaro”, escreveu.

Ele se disse atingido pelas acusações antes de poder apresentar argumentos para se defender. “É uma situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”, afirmou.

Pedro Guimarães estava no cargo desde o início do governo. Ele é considerado um dos principais colaboradores de Bolsonaro e fez várias aparições durante as transmissões ao vivo semanais que o presidente faz por redes sociais.

Pela manhã, em discurso durante um evento do banco registrado em vídeo divulgado pela rádio CBN em uma rede social, Guimarães, sem se referir diretamente às acusações, disse que tem a vida “pautada pela ética”.

“Eu quero agradecer a presença de todos vocês, a minha esposa. Acho que de uma maneira muito clara… São quase 20 anos juntos, dois filhos, uma vida inteira pautada pela ética”, afirmou.

Ao site Metrópoles, o primeiro a divulgar o caso, a Caixa informou não ter conhecimento das denúncias apresentadas e disse adotar “medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio”.

Projeto pernambucano de educação é eleito um dos cinco melhores do Brasil

Iniciativa criada em 2020, no auge da pandemia de Covid-19, o projeto pernambucano Acelere no Enem foi escolhido pela TV Globo e Fundação Roberto Marinho como um dos cinco melhores do Brasil na categoria Educação Básica no Prêmio do Movimento LED – Luz na Educação.

A premiação tem como objetivo reconhecer projetos e pessoas que estão mudando, inspirando e transformando vidas através da educação através de práticas inovadoras.

“Receber esse reconhecimento é mágico. Fruto de muito trabalho e, acima de tudo, compromisso com a educação do nosso país. É um prêmio que nos fortalece diante das dificuldades e nos impulsiona a continuar seguindo em frente”, conta o idealizador do Acelere no Enem, Rhayann Vasconcelos.

Ao todo, mais de 3,4 mil projetos, de todos os estados do País, foram analisados. Entre as etapas, análise de impacto, entrevistas e auditoria especializada.

“A educação tem um poder transformador, e é através dela que os jovens conseguem mudar suas realidades, levando conhecimento para sua comunidade e ajudando-a a crescer. A educação permite que pessoas possam evoluir e construir uma vida mais digna. Esse é o nosso objetivo com o Acelere no Enem: gerar oportunidades e transformar o futuro no presente”, conclui Rhayann.

O programa Especial LED Luz na Educação vai ao ar nesta quarta-feira (29), às 22h30, após a novela Pantanal, na TV Globo.

Os premiados foram reconhecidos em três categorias estabelecidas: Educação Básica, Educação Não Formal e Educação Profissional/Técnica, contemplando educadores, estudantes, empreendedores e criadores de conteúdo.

Sobre o projeto

O projeto Acelere no Enem auxilia estudantes de todo o País na preparação para o vestibular. De maneira inteiramente gratuita, são oferecidas ferramentas como aulas ao vivo, simulados, monitorias, correção de redação ao vivo e uma plataforma gamificada de aprendizado.

Entre os anos de 2020 e 2022, recebeu apoio e incentivo financeiro de empresas e de uma grande equipe de professores, o que possibilitou a sua realização. Cerca de 500 mil estudantes já foram atendidos.

Silêncio de Bolsonaro sobre assédio e demora em demitir presidente da Caixa constrange governo

A demora da demissão do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, após denúncias de assédio sexual, causa desconforto entre parte do primeiro escalão do governo. A avaliação é que a cada hora que se passa fica mais difícil blindar o próprio presidente da República da nova crise que abala o Palácio do Planalto e a campanha à reeleição.

Embora aliados tenham aconselhado Jair Bolsonaro a emitir uma nota rapidamente anunciando o afastamento do dirigente do banco, prestando solidariedade às mulheres e repudiando o assédio, Jair Bolsonaro segue em silêncio.

A confirmação da demissão do presidente da Caixa é esperada para a tarde desta quarta-feira (29) em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Entretanto, ainda pela manhã havia uma discussão interna se a exoneração sairia a pedido de Pedro Guimarães ou um ato do presidente da República, como defendiam alguns auxiliares como modo do titular do Palácio do Planalto marcar uma posição no caso.

O temor é que a crise impacte diretamente na eleição principalmente entre o eleitorado feminino, no qual Bolsonaro encontra resistência.

Como mostrou o colunista Lauro Jardim, o governo escolheu como sucessora de Pedro Guimarães Daniella Marques, que desde fevereiro comanda a Secretaria de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Ela é apontada como braço-direito do ministro da Economia, Paulo Guedes.

De acordo com integrantes do governo, Bolsonaro, embora já tivesse comunicado que Pedro Guimarães deveria deixar o cargo, não quer ficar com o ônus de demitir uma pessoa próxima. O presidente da Caixa é uma das figuras mais frequentes nas lives e viagens presidenciais.

Aliados do presidente da Caixa ainda defendiam que, apesar das gravidades das denúncias de assédio sexual, Pedro Guimarães poderia ser realocado em outra função do governo. Esse grupo argumentou ainda ao presidente que as denúncias ainda deveriam ser investigadas e sugeriu que o caso poderia ser mais uma pressão da imprensa. O caso, entretanto, é investigado pelo Ministério Público Federal e foi revelado pelo site “Metrópoles”, com uma série de depoimentos em vídeos.

Em conversas reservadas, Bolsonaro sempre elogiou Pedro como um quadro técnico e um ativo positivo para o governo por estar à frente de projetos importantes como o Auxílio Emergencial pago durante a pandemia, o Auxílio Brasil, a entrega de moradias do programa Casa Verde e Amarela, e o projeto que ampliou o número de agências no país.

Nesta terça-feira, por exemplo, Pedro Guimarães esteve com Bolsonaro em Maceió (AL) em cerimônia de entrega de 1.220 moradias. Segundo O Globo apurou, ainda durante a viagem, o dirigente do banco havia sido avisado que a reportagem do site “Metrópoles” com as denúncias de funcionárias sobre assédio sexual seria publicada.

Logo após a publicação, o núcleo duro da campanha alertou o presidente que era preciso dar uma resposta rápida sobre a crise e demonstrar intolerância a casos de assédio. Na noite de terça-feira, Bolsonaro se reuniu com Pedro Guimarães e, segundo interlocutores, disse que as denúncias eram “inadmissíveis.”

A expectativa de integrantes do governo era que na manhã desta quarta-feira o caso já estivesse encerrado, mas foram surpreendidos com Pedro Guimarães discursando em um evento sobre o lançamento do Plano Safra 2022/2023. Acusado de assédio, ele citou que estava na plateia sua esposa, Marcela Guimarães, e a citou no discurso sobre ética:

Quero agradecer a presença de todos vocês, da minha esposa, acho que de uma maneira muito clara, são quase 20 anos juntos, dois filhos, uma vida inteira pautada pela ética, tanto é verdade que quando o assumi o banco, o banco tinha os piores ratings das estatais, dez anos de balanço com ressalvas, uma série de questões que todos vocês sabem ” disse, segundo vídeo obtido pelo Globo.

“Hoje, a gente é um exemplo, tenho muito orgulho do trabalho de todos vocês e da maneira como eu sempre me pautei, em toda a minha vida.”

Caso Bruno e Dom: PF leva Amarildo e Jeferson para áreas do crime para reconstituição

As polícias Federal e Civil, além do Exército Brasileiro (EB), vão fazer uma reconstituição dos assassinatos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, nesta quarta-feira (29), em Atalaia do Norte (distante 1.136 quilômetros de Manaus). Os suspeitos Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, e Jeferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, foram levados para as áreas do crime, nesta manhã, para participação nesta etapa das investigações.

Esta é a segunda reconstituição do caso. A primeira contou apenas com a participação de Amarildo, que acusou Jeferson de ter atirado nas vítimas. Em depoimento, Jeferson acusou Amarildo de efetuar o primeiro disparo. Na reconstituição desta quarta, as versões devem ser confrontadas.

Agentes da Polícia Federal e Polícia Civil deverão percorrer todos os pontos-chave do caso: as comunidades São Rafael, São Gabriel e Cacheira, além das áreas onde Bruno e Dom foram assassinados e o local onde os corpos foram escondidos.

Desde o início do dia, há movimentação de equipes da PF e PC-AM no porto de Atalaia do Norte. Os policiais também levaram para as áreas da reconstituição sacos pretos, que serão usados para simulação da ocultação dos corpos.

Nessa terça-feira, as embarcações utilizadas pelas vítimas e pelo pescador Amarildo, no dia do crime, foram utilizadas em simulações, para verificar se os relatos das testemunhas e dos suspeitos, obtidos no inquérito policial, são condizentes com a realidade.

De acordo com a PF, uma das provas técnicas a ser verificada era a velocidade das embarcações, especialmente no momento em que Amarildo e Jeferson perseguiam Bruno e Dom, entre as comunidades São Gabriel e Cachoeira.

Os resultados das simulações ainda não foram divulgado pelas autoridades.

MP pede investigação sobre ilegalidade da nomeação de Caio Mário Paes de Andrade para presidente da Petrobras

O Ministério Público pediu, nesta quarta-feira (29), que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue a “ocorrência de possível ilegalidade” na nomeação de Caio Mário Paes de Andrade para presidente da Petrobras.

O motivo, segundo documento de representação, são os “indícios de descumprimento dos requisitos necessários”, como a ausência de experiência profissional na área de atuação da estatal e formação acadêmica em área diversa.

O MP também solicita que se apure possível “ingerência indevida do governo federal” na Petrobras. Como exemplo, o órgão cita as constantes trocas na presidência da empresa e nos integrantes do Conselho de Administração pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Denunciado por assédio sexual, presidente da Caixa diz que tem a vida ‘pautada pela ética’

O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, fez um discurso em um evento do banco nesta quarta-feira (29), após se tornarem públicas denúncias de que ele cometeu assédio sexual contra funcionárias.

Em vídeo divulgado pela rádio “CBN” em uma rede social, Guimarães, sem se referir diretamente às acusações, disse que tem a vida “pautada pela ética”.

“Eu quero agradecer a presença de todos vocês, a minha esposa. Acho que de uma maneira muito clara… São quase 20 anos juntos, dois filhos, uma vida inteira pautada pela ética”, afirmou.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga denúncias de assédio sexual contra Guimarães. O caso está sob sigilo.

Ele é um dos nomes mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, a quem costuma acompanhar em viagens e em “lives” na internet. Ele está na presidência da Caixa desde o início do governo.

À TV Globo, funcionárias da Caixa que preferem não se identificar, relataram o comportamento de Guimarães.

“Comigo foi em viagem, nessas abordagens que ele faz pedindo, perguntando se confia, se é legal. Abraços mais fortes, me abraça direito e nesses abraços o braço escapava e tocava no seio, nas partes íntimas atrás, era dessa forma”, disse uma delas.

A TV Globo tentou contato com Pedro Guimarães, mas ainda não obteve resposta.

Ao site “Metrópoles”, a Caixa disse que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas, que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio e que possui canal de denúncias por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias”.

TCU aprova com ressalvas pelo terceiro ano seguido contas do governo Bolsonaro

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (29) com ressalvas as contas de 2021 do governo Jair Bolsonaro.

A decisão foi unânime, e os ministros acompanharam o voto do relator, Aroldo Cedraz. O ministro seguiu o entendimento da área técnica do tribunal, segundo o qual houve distorções em informações prestadas pelo governo.

Agora, com a aprovação das contas pelo TCU, o parecer será enviado ao Congresso Nacional, ao qual cabe a palavra final sobre o tema.

Este é o terceiro ano seguido em que o TCU aprova com ressalvas as contas do governo Bolsonaro.

Sobe para 21 o número de casos de varíola dos macacos no Brasil

O Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira (29), o quinto caso de varíola dos macacos no estado, levando o total nacional para 21, segundo levantamento da CNN.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio, o estado já registrou 26 casos suspeitos da doença, e cinco deles foram confirmados. Três pacientes residem na capital carioca.

Dezessete casos foram descartados e quatro seguem em investigação. “Os casos confirmados e suspeitos são monitorados diariamente pela SES e pelas equipes de Vigilância em Saúde dos municípios”, informou a SES, em nota.

“Importante ressaltar que, embora a doença tenha sido identificada pela primeira vez em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais”, concluiu a Secretaria.

O Brasil já confirmou 21 casos da varíola dos macacos: 14 em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, e cinco no Rio de Janeiro.

Na última sexta-feira (24), o Ministério da Saúde havia alertado que dois casos no Rio de Janeiro e três em São Paulo são considerados autóctones, ou seja, as infecções aconteceram por transmissão local. Os pacientes não tinham histórico de viagem para o exterior.

O Brasil ainda tem 28 casos que estão sendo investigados: Ceará (4), Rio de Janeiro (4), Santa Catarina (1), Acre (3), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (1), Espírito Santo (1), Minas Gerais (3), Rio Grande do Norte (1), Goiás (1) e Paraná (3).

Casos de varíola dos macacos ultrapassam 3.400 em todo o mundo, diz OMS

Mais de 3.400 casos confirmados de varíola dos macacos e uma morte pela doença foram relatados à Organização Mundial da Saúde (OMS) até a última quarta-feira (22), sendo a maior parte deles na Europa.

Segundo a OMS em atualização nesta segunda-feira (27), desde 17 de junho, 1.310 novos diagnósticos foram relatados à agência, com oito novos países na lista dos afetados.

A monkeypox ainda não é uma emergência de saúde global, conforme decisão da OMS na semana passada, embora o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, tenha dito estar profundamente preocupado com o surto.

Piquet pede desculpas, mas minimiza termo racista contra Hamilton

Após a grande repercussão de uma fala racista direcionada a Lewis Hamilton, o ex-F1 Nelson Piquet se pronunciou por meio de um comunicado no qual pediu desculpas ao britânico pelo episódio. No entanto, ele minimizou o uso da expressão “neguinho”, considerada por ele um termo coloquial da língua portuguesa, e justificou que a palavra foi traduzida incorretamente.

O que eu disse foi mal pensado, e não defendo isso, mas vou esclarecer que o termo usado é aquele que tem sido amplamente e historicamente usado coloquialmente no português brasileiro como sinônimo de ‘cara’ ou ‘pessoa’ e foi nunca teve a intenção de ofender – disse o tricampeão brasileiro no trecho de uma nota divulgada nesta quarta-feira.

A expressão “neguinho” foi utilizada por Piquet durante uma entrevista publicada na internet, enquanto comentava sobre a batida do heptacampeão com Max Verstappen – atual campeão da F1 e namorado da filha de Piquet, Kelly – na edição 2021 do GP da Inglaterra.

Confira abaixo, na íntegra, a nota compartilhada por Piquet sobre o caso.

“Gostaria de esclarecer as histórias que circulam na mídia sobre um comentário que fiz em uma entrevista no ano passado.

O que eu disse foi mal pensado, e não defendo isso, mas vou esclarecer que o termo usado é aquele que tem sido amplamente e historicamente usado coloquialmente no português brasileiro como sinônimo de ‘cara’ ou ‘pessoa’ e foi nunca teve a intenção de ofender.

Eu nunca usaria a palavra da qual fui acusado em algumas traduções. Condeno veementemente qualquer sugestão de que a palavra tenha sido usada por mim com o objetivo de menosprezar um piloto por causa de sua cor de pele.

Peço desculpas de todo o coração a todos que foram afetados, incluindo Lewis, que é um piloto incrível, mas a tradução em algumas mídias que agora circulam nas redes sociais não está correta. A discriminação não tem lugar na F1 ou na sociedade e estou feliz em esclarecer meus pensamentos a esse respeito”.

O caso ganhou notoriedade após a divulgação de um trecho da entrevista, em vídeo, na internet. No registro que tomou as redes nos últimos dias, Piquet defende que Hamilton teria tido intenção de tirar Verstappen da corrida no Circuito de Silverstone.

O “neguinho” meteu o carro e deixou. O Senna não fez isso. O Senna não fez isso. Ele foi, assim, “aqui eu arranco ele de qualquer maneira”. O “neguinho” deixou o carro. É porque você não conhece a curva; é uma curva muito de alta, não tem jeito de passar dois carros e não tem jeito de passar do lado. Ele fez de sacanagem.

Na prova em questão, realizada em julho de 2021, Hamilton acertou a roda traseira esquerda de Verstappen que, com o impacto, perdeu a direção do carro e bateu. O piloto da RBR abandonou a prova; já o heptacampeão foi punido com 10s, mas conseguiu vencer a disputa.

Justiça de SP mantém condenação e Bolsonaro terá que indenizar jornalista da Folha por ofensa à honra

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação e decidiu, nesta quarta-feira (29), que o presidente Jair Bolsonaro deve pagar uma indenização de R$35 mil à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, pelo crime de ofensa à honra, informou o jornal.

A repórter comemorou a decisão em sua conta no Twitter: “Ganhamos!!!! Por 4×1, o TJ de SP decidiu que não é aceitável um presidente da República ofender, usando insinuação sexual, uma jornalista. Uma vitória de todas nós mulheres”, escreveu Patrícia.

Patrícia Campos Mello processou Bolsonaro após sofrer um ataque, com cunho sexual, durante entrevista concedida pelo presidente no dia 18 de fevereiro de 2020. A declaração foi dada após reportagem de Campos Mello apontar que a empresa de marketing digital Yacows teria participado de esquema de disparo de mensagens por meio do WhatsApp durante as eleições.

“Ele [jornalista] queria um furo. Ela queria dar o furo, dar o furo a qualquer preço”, disse o presidente na ocasião.

Campos Mello solicitou uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil.

Em março de 2021, a Justiça já havia condenado o presidente Jair Bolsonaro em 1ª instância. Na decisão da época, a juíza da 19ª Vara Cível declarou que “restou evidente ter o réu no exercício individual do direito à liberdade de expressão violado a honra da autora, causando-lhe dano moral, devendo, portanto, ser responsabilizado.”

Outro trecho da decisão da magistrada diz ainda que “a utilização da palavra ‘furo’ em relação à autora repercutiu tanto na mídia como também nas redes sociais, expondo a autora.”

TSE deve fixar limite de gastos para candidatos a presidente em R$ 88 milhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve fixar até o fim da semana limite de gastos para campanhas à presidência da República em R$ 88 milhões. No caso de haver segundo turno, o valor da nova campanha poderá ser de até R$ 58 milhões.

Os valores correspondem aos tetos fixados na campanha de 2018, acrescidos da correção pelo IPCA desde as últimas eleições gerais até agora.

Os limites de gastos deveriam ter sido definidos pelo Congresso Nacional um ano antes das eleições. No entanto, os parlamentares não chegaram a um acordo, e os candidatos ficaram sem a definição antecipada.

Em dezembro do ano passado, o TSE disse que definiria o valor, mas ainda não fez isso. Ou seja, os candidatos só vão saber nesta semana quanto poderão gastar. O atraso afetou o planejamento das campanhas.

O tribunal também deve definir o teto dos custos das campanhas para deputado federal em R$ 4 milhões e deputado estadual e distrital em R$ 1,6 milhão. Os valores a serem gastos por candidatos a governador serão definidos de acordo com o eleitorado de cada estado.

As campanhas começam oficialmente em 15 de agosto e a prestação de contas parcial das candidaturas começa dia 13 de setembro.

Lula, Bolsonaro e Ciro participam das celebrações da Independência da BA; presidenciáveis estarão no mesmo dia em Salvador

Após dois anos sem a realização do cortejo cívico por conta da pandemia, as celebrações da Independência da Bahia, que acontecem no dia 2 de Julho, terão ares de campanha presidencial no próximo sábado. Os três primeiros colocados na última pesquisa Datafolha, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT), confirmaram presença e estarão em Salvador no mesmo dia.

Os três estarão em eventos distintos em celebração ao 2 de Julho, mas que acontecem em regiões não tão distantes. Ciro e Lula estarão a cerca de um quilômetro de distância um do outro, enquanto o evento com Bolsonaro terá ponto de partida a cerca de cinco quilômetros dos locais onde estarão os candidatos do PT e PDT. O trio estará em um raio de 3,4 quilômetros de distância.

Lula não deve participar do ato cívico nas ruas de Salvador. Mas estará próximo, na Arena Fonte Nova, estádio que recebe grande eventos em Salvador. A iniciativa está sendo chamada de Grande Ato da Independência, com previsão de começar às 10h30, logo após a caminhada do 2 de Julho.

O ex-presidente estará ao lado do governador da Bahia, Rui Costa, do senador Jaques Wagner, e do pré-candidato do PT ao governo do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), além do senador Otto Alencar (PSD), candidato da chapa governista à reeleição no senado. A organização do evento exige um cadastramento para ter acesso ao estádio.

Já o presidente Jair Bolsonaro participa, a partir das 9 horas, de um passeio de moto pelas ruas da Orla Atlântica de Salvador. A concentração está marcada para 8 horas, no Farol da Barra, que fica a cinco quilômetros da Arena Fonte Nova.

Inicialmente, a concentração do evento com Bolsonaro estava prevista para ocorrer no Dique do Tororó, que fica em frente da Arena Fonte Nova, onde acontecerá o evento com Lula. Na última terça-feira (28), no entanto, a organização do evento divulgou a mudança que ampliou a distância física dos políticos e sua base aliada.

O presidente estará acompanhado do ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao governo da Bahia, João Roma (PL), além da pré-candidata ao senado, Dra. Raissa Soares (PL).

Já Ciro Gomes deve participar do desfile cívico, com saída dos carros emblemáticos do Caboclo e da Cabocla do Pavilhão do Largo da Lapinha, passando pelas ruas do Centro Antigo de Salvador, até a região do Centro Histórico, onde ocorre a primeira parte do desfile. Ciro deve caminhar ao lado de uma comitiva do PDT. Na Bahia, o partido integra a chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

Procurada pelo g1 Bahia, a Secretaria de Segurança Pública disse que, por enquanto, realiza um levantamento das informações sobre o esquema de segurança para o 2 de Julho.

Funcionárias da Caixa temem que nº 2 de Pedro Guimarães assuma presidência

Denunciantes e testemunhas que acusam o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de assédio sexual afirmam temer que seu braço direito, Celso Leonardo Barbosa, assuma a cadeira. Segundo apuração do blog, ele também causa temor entre mulheres que trabalham no banco.

Após a abertura de investigação pelo Ministério Público Federal (MPF) de denúncias de assédio sexual, a expectativa é de que Guimarães renuncie ainda nesta quarta-feira (29). No entanto, a possibilidade de Barbosa se tornar o novo presidente do banco não está sendo vista com bons olhos pelas funcionárias.

Neste contexto de tensão, a perspectiva é de que haja a revelação de mais casos de assédio sexual contra outros executivos da empresa.

Uma funcionária do banco disse ao blog que, desde 2019, muitas mulheres têm denunciado assédio sexual no ambiente de trabalho tanto ao MPF quanto nos canais internos da empresa. “Virou uma ‘cultura’ da empresa”.

Pedro Guimarães é um dos nomes mais próximos do presidente Jair Bolsonaro e está na presidência da Caixa desde o início do governo.

Na tarde de terça-feira (28), o site Metrópoles publicou relatos das funcionárias, e a TV Globo confirmou que o MPF investiga as denúncias.

Guimarães e sua equipe passaram a madrugada trabalhando em sua retórica de defesa antes da esperada renúncia.

Inmet emite alerta de chuvas para RMR, Mata e parte do Agreste de Pernambuco

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas para a Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e parte do Agreste de Pernambuco. O aviso meteorológico é válido por 24 horas, a partir das 10h desta quarta-feira (29).

O alerta indica a possibilidade de ocorrência de chuvas entre 30 a 60 mm/h ou de 50 a 100 milímetros por dia. Os valores são considerados de moderados a fortes.

O grau de severidade do aviso é de “perigo” – o segundo de uma escala que começa em “perigo potencial” e termina em “grande perigo.

De acordo com o Inmet, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios em cidades com tais áreas de risco.

O boletim com a previsão de riscos geo-hidrológicos emitido pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), nesta quarta-feira, mostra que há risco moderado de alagamentos e inundações urbanas nas regiões cobertas pelo alerta, “devido à previsão de chuva moderada ao longo do dia”.