‘Não vai ter lockdown’, diz Bolsonaro após Brasil registrar 4,2 mil mortes em um dia

Em visita a Chapecó (SC), o presidente criticou a adoção de medidas para restringir a circulação de pessoas, que são defendidas por autoridades sanitárias para frear o avanço da doença.

Um dia após o Brasil registrar 4,2 mil mortes nas últimas 24 horas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta quarta-feira (7) a adoção de medidas restritivas para tentar frear o avanço da Covid-19 no Brasil e afirmou que não haverá um lockdown nacional. A declaração foi dada durante uma visita a Chapecó, no Oeste catarinense.

As ações para restringir a circulação de pessoas têm sido defendidas por autoridades sanitárias para enfrentar a pandemia no país, que vive seu maior pico e responde hoje por um em cada três mortos pelo novo coronavírus no mundo.

“Seria muito mais fácil a gente ficar quieto, se acomodar, não tocar nesse assunto, ou atender, como alguns querem, que eu posso fazer, o lockdown nacional. Não vai ter lockdown nacional”, afirmou Bolsonaro.
Para ele, é preciso buscar “alternativas” às medidas de distanciamento social, como o fechamento do comércio. “Vamos buscar alternativas, não vamos aceitar a política do fique em casa, feche tudo, lockdown. O vírus não vai embora. Esse vírus, como outros, vieram pra ficar, e vão ficar a vida toda. É praticamente impossível erradicá-lo”.

Na visita a Chapecó, cidade comandada pelo prefeito João Rodrigues (PSD), que tem discurso alinhado ao de Bolsonaro em relação à pandemia, nenhuma medida nova foi anunciada.

Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Marcelo Queiroga (Saúde), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Secretaria Geral) e Carlos França (Relações Exteriores).

Em encontro realizado no Centro de Eventos, o presidente discursou a favor do chamado “tratamento precoce”, com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença e que, segundo a Associação Médica Brasileira, deveriam ter seu uso contra a Covid banido.

“Eu não sei como salvar vidas, eu não sou médico, não sou enfermeiro, mas eu não posso escolher a liberdade do médico ou até mesmo do enfermeiro. Ele tem que buscar uma alternativa para isso”, afirmou.

Por diversas vezes na sua fala, o presidente reiterou que os médicos tenham autonomia e liberdade para escolher o tratamento a ser aplicado, inclusive com medicamentos sem comprovação para a doença.

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