Vídeos mostram alagamentos em corredores e salas com pacientes em hospitais públicos do Recife

As fortes chuvas que atingem o Grande Recife desde a sexta-feira (9) causaram vazamentos e alagamentos em dois dos principais hospitais públicos localizados na capital pernambucana.

Vídeos gravados no domingo (11) e enviados à TV Globo mostram vazamentos e corredores alagados no Hospital Otávio de Freitas, no bairro de Tejipió, e no Hospital Geral de Areias, no bairro da Estância, ambos na Zona Oeste da cidade.

O Hospital Otávio de Freitas é referência para o tratamento de doenças respiratórias, como tuberculose; traumato-ortopedia; clínica médica; urologia, cirurgia-geral e pediatria. O Hospital Geral de Areias é referência estadual em serviços na área geriátrica e cirurgias de boca e rosto.

As imagens feitas no Hospital Otávio de Freitas mostram um vazamento em um dos setores do hospital jorrando bastante água e molhando macas. Em outro momento do vídeo, é possível ver pacientes em macas e, no chão, poças de água. Uma das gravações foi feita por um paciente que, nas imagens, está com um acesso venoso no braço.

No Hospital Geral de Areias, funcionários afirmaram que diversos setores, inclusive o que reúne pacientes com Covid-19, foram atingidos pelo alagamento, como o posto de internamento pediátrico, a cozinha, a área comum do internamento pediátrico e a área de espera da emergência adulto.

Também é possível observar, nas imagens, funcionários tentando remover a água da unidade e um paciente passando pelo corredor alagado. O problema foi confirmado nesta segunda-feira (12) pela Secretaria Estadual de Saúde, que negou que o setor de pacientes com Covid-19 foi atingido.

A administradora Adriana Gonçalves conhece um dos pacientes afetados pelo problema no Hospital Otávio de Freitas. Segundo ela, o setor de pneumologia foi um dos atingidos.

“Eu não posso estar lá por causa da pandemia. Mas a pessoa que eu estou acompanhando me mandou e eu achei um absurdo. Os pacientes têm que ficar pendurados nas macas, porque o chão está cheio de água. E ninguém sabe se é água de esgoto, de chuva”, afirmou.

Outro problema, segundo Adriana, é a presença de dezenas de gatos que vivem no hospital. “São mais de 50 gatos, que são alimentados por funcionários e pacientes que ficam por lá. É um absurdo, porque é logo no setor de pneumologia, nessa época de pandemia em que estamos vivendo”, declarou.

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