Em reunião com empresários, Bolsonaro defende vacinação e diz não ter preocupação com CPI da Covid

Em mais um esforço para se reaproximar do mercado, presidente defendeu reformas estruturantes

Em um novo esforço para se reaproximar do setor empresarial, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu nesta terça-feira (20) com representantes do PIB (Produto Interno Bruto) e deu garantias tanto sobre o plano nacional de imunização quanto à agenda de reformas estruturais.

O encontro virtual foi coordenado pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, e teve a participação, segundo lista divulgada pela organização, de empresários como Abílio Diniz (Península), André Gerdau (Gerdau), Fábio Coelho (Google Brasil) e José Ermírio de Moraes (Votorantim).

Segundo relatos de presentes, em um breve discurso, o presidente disse que não está preocupado com a CPI da Covid, criada na semana passada pelo Senado, e reclamou das decisões de governos municipais e estaduais que afetam a atividade econômica.

Bolsonaro ressaltou ainda que seu objetivo principal neste momento é acelerar a vacinação no país para retomar a economia, defendeu as reformas administrativa e tributária e sinalizou que pretende melhorar sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

O presidente ainda aceitou promover nesta quarta-feira (21) uma reunião com o setor empresarial para receber sugestões e reclamações sobre a atual política ambiental. O encontro virtual será promovido um dia antes da abertura da Cúpula de Líderes sobre o Clima.

A impressão de um empresário que participou do encontro foi de que o presidente entendeu a necessidade de moderar o discurso diante das crises sanitária e econômica e compreendeu que precisa ter uma interlocução maior com o setor produtivo.

O encontro desta terça-feira (20) ocorreu duas semanas depois de jantar promovido pelo presidente com um pequeno grupo de empresários. Desde então, o presidente tem sido alertado sobre a necessidade de fazer uma contraofensiva ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Antes mesmo de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter tornado Lula elegível para 2022, o petista já vinha mantendo diálogo informal com setores empresariais e com denominações católicas e, agora, tem tentado uma aproximação com o eleitorado evangélico, que ainda representa parcela relevante do apoio a Bolsonaro.

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