Governo ainda avalia inclusão de remédios contra Covid aprovados pela Anvisa em rol do SUS

Os laboratórios fabricantes afirmam que estão em negociação com o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde ainda avalia a inclusão do remdesivir e do regn-cov2 no rol de medicamentos disponibilizados pelo SUS. Eles foram aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o tratamento da Covid-19.
Segundo a pasta, os remédios serão avaliados pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). O colegiado é responsável por análises técnicas e financeiras.

Os laboratórios fabricantes afirmam que estão em negociação com o Ministério da Saúde. Especialistas apontam que os medicamentos são considerados de alto custo, o que pode dificultar sua inclusão no SUS. A farmacêutica Gilead Sciences, que produz o remdesivir, disse que um dossiê foi encaminhado pelo laboratório à Conitec.

O remédio é indicado para pessoas hospitalizadas com quadro de pneumonia e que precisam de suporte de oxigênio, desde que não estejam em ventilação mecânica. Seu uso é restrito a hospitais. O remdesivir apresentou benefícios na redução da mortalidade e diminuição da necessidade de ventilação mecânica, além de redução do tempo de internação.
A Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) já estabeleceu o preço máximo a ser praticado pelo fabricante.

O remédio é vendido na quantidade de 100 mg e poderá custar no máximo entre R$ 2.130,91 e R$ 3.077,29. O valor final vai depender do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de cada estado.
O medicamento foi aprovado pela Anvisa com a duração de tratamento de pelo menos cinco dias. No primeiro dia, a dose é de 200 mg e, no restante, de 100 mg.

Já o regn-cov2, uma combinação dos remédios biológicos casirivimabe e imdevimabe produzida pelas farmacêuticas Roche e Regeneron, ainda não é precificado no país.

Em um contrato do governo americano com o laboratório Regeneron 1,25 milhão de doses foram adquiridas no valor de US$ 2,63 bilhões. Lá, a dose sairá a US$ 2.100, cerca R$ 11.500.

A dose autorizada nos EUA é de 2.400 mg, mas está em estudo a redução da aplicação pela metade. Pelo acordo, o governo vai adquirir a dosagem menor. No Brasil, já foi aprovada a dosagem única de 1.200 mg.

O tratamento é recomendado para casos leves e moderados da Covid-19 em pessoas que apresentem alto risco de progressão da doença. A terapia com anticorpos monoclonais pode ajudar a evitar a hospitalização e mortes.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na semana passada que a Conitec avalia a qualidade científica e a disponibilidade econômica de novos medicamentos para saber se há sustentabilidade no SUS. O prazo máximo para o parecer é de 180 dias.

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