Fiocruz aponta crescimento de mortes de gestantes e puérperas por Covid

O novo boletim do Observatório da Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (4), alerta para o crescimento de mortes de gestantes e puérperas por causa da Covid-19.

O documento cita o Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 para afirmar que os óbitos maternos em 2021 já superaram o total de 2020.

Ao longo de todo o ano passado, foram registrados 544 óbitos em gestantes e puérperas por Covid-19. Com isso, a média semanal foi de 12,1 mortes.

Já em 2021, até o dia 21 de maio, o número de óbitos foi de 911. Uma média semanal de 47,9 mortes.

“Esse quadro aumenta a preocupação em relação à disponibilidade de leitos de UTI adulto para essas mulheres e de leitos de UTI neonatal para os recém-nascidos, que podem ser inclusive prematuros. Os pesquisadores alertam que ambos precisam de cuidados especializados e imediatos”, afirma o boletim.

Os especialistas alertam ainda que as gestantes podem evoluir para formas graves da Covid-19, com descompensação respiratória. Em especial, aquelas que estão em torno de 32 ou 33 semanas de gestação. Em muitos casos, há necessidade de antecipar o parto. “

Síndrome Respiratória Aguda Grave
O documento também constatou tendência de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 12 estados – Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins – além do Distrito Federal.

“Este nível alto das SRAGs significa que um elevado número de novos casos surge com necessidade de hospitalização em um sistema de saúde já com altas taxas de ocupação”, afirmam os pesquisadores do Observatório.

De acordo com o boletim, todos os estados das regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, e a maior parte da região Sudeste estão com a ocupação de leitos de UTI em níveis críticos (maiores ou iguais a 80%) ou mesmo extremamente críticos.

Dezessete capitais também se encontram em níveis críticos ou extremamente críticos.

“O sistema de saúde está sobrecarregado, com capacidade de resposta comprometida para o atendimento a esses casos, assim como para outras demandas represadas”, diz a instituição.

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