Variante P.1 do coronavírus é predominante em Pernambuco

O resultado do lote mais recente de amostras positivas para a Covid-19 que passaram por sequenciamento genético em Pernambuco apontou que a variante P.1, detectada inicialmente no Amazonas, se tornou a linhagem predominante no Estado atualmente.

As análises, feitas pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE) e pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA/UFPE), a pedido da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), indicaram, ainda, que não há circulação, no momento, da cepa B.1.617, relatada inicialmente na Índia.

Havia a suspeita de que essa cepa descoberta mais recentemente estivesse relacionada ao aumento acelerado dos casos de infecção no Agreste, região mais afetada do Estado no momento.

Uma nova rodada de sequenciamentos, com casos exclusivamente do Agreste, será realizada, para que seja possível continuar analisando o perfil epidemiológico da doença na região, que vive forte aceleração da pandemia. Os resultados devem sair nos próximos dias.

Espalhamento da P.1
O balanço divulgado nesta sexta-feira (4) corresponde aos resultados de 325 amostras analisadas, sendo 223 sequenciadas pela Fiocruz PE e 92 pelo Lika. Trinta e sete exames foram de residentes em municípios do Agreste.

Das 223 amostras levadas à Fiocruz, 141 foram de pacientes diagnosticados entre os meses de janeiro e abril deste ano. Nas amostras referentes ao mês de janeiro, 76% foram classificadas como P.2 e 5% como P.1. Dos exames de fevereiro, 58% foram classificados como P.1 e 40% como P.2.

Nas análises de março, 87% foram identificadas como P.1 e 11% como a variante P.2. Já nas análises referentes ao mês de abril, todas foram classificadas como P.1.

Das amostras sequenciadas no Lika – todas coletadas para exame no último mês de maio -, 46,3% eram da variante P.1, seguida de 23,2% da variante B.1 e de 20,7% da variante P1.1.

A variante B1.1.28 representou 3,7% das amostras, enquanto a variante B1.1 correspondeu a 2,4%. As variantes P2, B1.2, e B1.566 corresponderam a 1,2% cada.

“A variante P.1, relatada primeiramente no estado do Amazonas, é uma cepa de grande preocupação. A predominância dessa variante no sequenciamento das amostras de pacientes que vivem no Agreste pernambucano pode apontar para uma das causas da aceleração da doença na região nas últimas semanas, associada ao comportamento da população. Os estudos mostram que precisamos ficar atentos e continuar com a vigilância ativa nos próximos dias”, pontua o titular da SES-PE, André Longo.

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