Senador Alessandro Vieira pede prisão em flagrante de Dominguetti na CPI

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid deve avaliar a prisão em flagrante do policial militar Luís Paulo Dominguetti por falso testemunho.

“Isso aqui não é lugar para moleque, não é lugar para molecagem”, disse o senador.

“No momento mais grave no país, as pessoas (do Ministério da Saúde) estavam negociando dinheiro por insumos. Isso é de uma gravidade absurda. Temos um presidente que não tem a capacidade de desmentir a denúncia. Isso é o nível em que o Brasil chegou. Eu lamento. Peço à presidência que avalie a prisão em flagrante”, afirmou Alessandro.

Após a fala do senador, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PDT-AM), afirmou que não vai aceitar o pedido de prisão.

“O senhor tem família? É casado?”, questionou Aziz.

“Sou casado”, responde Dominguetti.

“Tem filhos?”, pergunta o presidente da CPI.

“Três filhos”, diz o policial militar.

“Eu não tenho intenção, peço até desculpa ao senador Alessandro, de te prender. Porque imagino seus filhos, filhas e esposa te vendo nesse momento. O que a gente não quer para a gente, a gente não deseja para os outros”, disse o senador.

O policial militar depõe, nesta quinta-feira (1), à CPI instalada pelo Senado. Dominguetti representa a Davati Medical Supply, que afirma ter recebido um pedido de propina por parte de pessoas ligadas ao governo federal para a venda da vacina contra a Covid-19 produzida pela AstraZeneca.

A denúncia partiu de uma reportagem publicada na última terça-feira (29) pela Folha de S. Paulo. O empresário disse que a propina requisitada seria de um dólar por dose de imunizante negociada. O pedido teria partido de Roberto Ferreira Dias, que foi exonerado do cargo de diretor de Logística do Ministério da Saúde nessa quarta-feira (30).

A presença do empresário no Senado atende requerimentos assinados pelos Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Humberto Costa (PT-PE). A comissão apura possíveis ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia do coronavírus e repasses de verbas a estados e municípios. Ela foi instalada em 27 de abril deste ano.

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