Realocação de leitos da Covid-19 impede ociosidade e pode ser econômico para Pernambuco

Os leitos dedicados à Covid-19 na rede pública de Pernambuco reconvertidos para atendimento de outras patologias e necessidades hospitalares chegaram a mais de 100 nesta última semana na Região Metropolitana do Recife.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, a medida de reversão dos leitos foi possibilitada pela redução na internação de pessoas com Covid-19. Contudo, caso haja necessidade, o secretário informou que esses leitos podem facilmente retornar para atendimento exclusivo de pacientes da Covid-19. 

A reversão de leitos foi necessária para que não fossem mantidos leitos “ociosos” quando pacientes de outras doenças, acidentes ou cirurgias poderiam utilizá-los. “São leitos que facilmente podem ser revertidos, na medida em que haja necessidade. Mas, neste momento, é importante dar vazão ao atendimento de outras doenças, inclusive que estavam represadas pela maior ocorrência da Covid-19, e também para atender, por exemplo, as cirurgias eletivas e outras cirurgias que passam a ser mais frequentes neste momento”, explicou o secretário de saúde. 

André Longo ainda informou que, para hospitais do Estado, o custo do leito para Covid-19 ou para outra doença é o mesmo. Mas, em outro tipo de serviço hospitalar, o custo do leito para o Estado é o dobro. 

“Quando a gente converte um leito desse num hospital próprio, como no caso do Hospital Agamenon Magalhães, o Hospital Getúlio Vargas, o Hospital Otávio de Freitas, não há diferença entre valores desse leito. A manutenção do leito é praticamente o mesmo valor. Quando a gente está falando de uma rede contratualizada ou de uma rede privada, um filantrópico, um privado com fins lucrativos e sem fins lucrativos, havia um incentivo por parte do Governo do Estado que era diferenciado, era na casa dos 800 reais esses leitos que foram montados mais recentemente. Esse incentivo, quando você tem a conversão desses leitos para não Covid, volta a ter o incentivo normal que o Estado paga, que é na casa dos 400 reais”, explicou o gestor. 

Logo, para o Pernambuco, além de garantir atendimento a outras situações, o reaproveitamento de leitos pode ser uma questão de economia. 

O secretário informou, entretanto, que apenas 20 leitos dessa modalidade, de hospital que não é do Estado, foram reconvertidos. “Nesse momento, até agora, só foram convertidos 20 leitos dessa modalidade aqui na primeira Macrorregião do Estado. Não há ainda determinação para reconversão de leitos nas demais regiões“, informou. 

Atualmente, mesmo com o reaproveitamento, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 no Estado é de 65%. Para leitos de enfermaria, a taxa é de 52%. 

No Interior do Estado, a taxa de ocupação da rede pública ainda não permite uma medida no sentido de reconversão. “Quando você considera o interior como um todo, a taxa é superior a 70%, algo em torno de 72%, e a taxa de ocupação na Região Metropolitana do Recife (RMR), a ultima vez que vi, tava em torno de 62%, compondo uma taxa de ocupação no Estado todo na casa dos 64 a 65%”, comentou Longo. 

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