Bolsonaro aponta plano B para voto impresso e admite problema com Barroso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na segunda-feira (12) que, se a proposta de incorporar o voto impresso no sistema eleitoral brasileiro não passar no Congresso Nacional, vai requerer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que os votos sejam contados de forma pública. A declaração foi dada a jornalistas logo depois de um encontro entre o presidente da República e o ministro Luiz Fux, que preside o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se o Congresso não aprovar, nós vamos querer, daí – e eu respeito o Parlamento brasileiro -, vamos querer a contagem pública dos votos, isso já é lei”, disse Bolsonaro.

Nesta segunda-feira, o presidente voltou a defender o voto impresso como maneira de garantir um processo eleitoral, segundo ele, à prova de fraudes. Sobre os atritos com a Corte, Bolsonaro frisou que seu “problema” é com Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, e que refuta a ideia da mudança eleitoral proposta pelo presidente.

A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que levaria ao voto impresso já nas eleições de 2022 enfrenta dificuldades por resistência de líderes partidários, que fecharam questão contra a proposta. Entre os contrários estão líderes de partidos da base aliada do Planalto, como Republicanos e Progressistas.

Pela falta de acordo, a proposta corre o risco de ser rejeitada ainda na comissão especial que trata do assunto na Câmara dos Deputados. Se de fato for rejeitada, a proposta será arquivada antes mesmo de ir a plenário. 

Bolsonaro tem dito que há provas de que as eleições presidenciais de 2014, vencidas por Dilma Rousseff (PT), foram fraudadas, e que Aécio Neves (PSDB) seria o verdadeiro vencedor. Sobre 2018, quando Bolsonaro venceu Fernando Haddad (PT) no segundo turno e foi eleito presidente da República, as supostas fraudes teriam impedido Bolsonaro de vencer no primeiro turno. O presidente não apresentou nenhum documento que comprove suas suspeitas.

Aos jornalistas, o presidente disse conhecer um homem que poderia comprovar fraudes na contagem dos votos em 2014, mas essa pessoa, que não foi identificada por Bolsonaro, estaria doente.

“Hoje eu conversei com a pessoa que vinha fazer a demonstração de fraude de 2014, mas ela está com Covid, está bastante debilitada”, falou Bolsonaro. 

“Se essa pessoa melhorar, ela virá, e eu convidarei vocês da imprensa e também as mídias sociais minhas vão transmitir a apresentação dele. É algo realmente difícil de não acreditar na possibilidade de fraude“, afirmou. 

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