Documento da Secretaria de Saúde do RJ cita ‘possível enfrentamento de nova onda de contágio’ em meio à delta

A Secretaria Estadual de Saúde manifestou, na última segunda-feira (16), a preocupação com um “possível enfrentamento de uma nova onda de contágio da Covid-19” devido à variante delta. O documento foi obtido com exclusividade pelo G1.

Estima-se que a delta já seja a variante mais comum no estado desde que um relatório da própria secretaria mostrou, também na segunda, que a delta foi encontrada em 60% dos pacientes com Covid no Rio.

O temor da Secretaria consta em um documento enviado à Defensoria Pública, que pedia informações sobre as novas medidas de gestão da e um plano de reorganização da rede hospitalar.

Na resposta, a secretaria cita o chamamento público feito pela própria pasta que visa à contratação de 150 leitos — sendo 100 de UTI e 50 de enfermaria.

“De acordo com as últimas notícias sobre a aparição de cepas mais contagiosas, como a variante Delta, cuja disseminação se mostra mais rigorosa, a Administração Pública entende que, permanece a necessidade de criação de estratégias, como a reserva técnica, para o aumento da capacidade de leitos de UTI adulto, tipo II e leitos de enfermaria clínica com o fim de otimizar o sistema de regulação e acolher o paciente de forma humanizada”, diz o texto.

O documento é assinado pela assessora chefe da Subsecretaria de Gestão da Atenção Integral a Saúde, Soraia de Abreu Colucci.

O chamamento público para contratar 150 leitos deve ser publicado ainda esta semana.

O processo foi iniciado no dia 11, mesmo dia em que outro documento da SES obtido pelo G1 mostra o aumento de casos de coronavírus e chama a cidade carioca de “epicentro da variante delta”.

A superintendente de Regulação da pasta pedia a avaliação “com urgência” da possibilidade de aumentar o número de vagas.

O chamamento público é o primeiro passo de um modelo de contratação feito sem licitação e já utilizado pelo estado durante a pandemia para expandir o número de leitos.

De acordo com o despacho da secretaria, serão “mantidos os mesmos preços e regras”. O total pode chegar a R$ 117 milhões em um ano.

Na justificativa técnica anexada ao processo de contratação, servidores da SES manifestam a preocupação com o número de mortos no estado.

“Embora se verifique, atualmente, uma queda no número de óbitos, não se pode, nem de longe, comemorar esta diminuição, uma vez que o número de óbitos diários noticiados está estabilizado em um patamar muito alto — mais de 200 mortes por dia”.

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