Governadores vão procurar Forças Armadas

Após tensionamento de crise, os governadores brasileiros querem reunião com o Comando das Forças Armadas. A informação consta na ata da reunião do IX Fórum Nacional dos governadores. O encontro de gestores aconteceu na segunda.

Forças Armadas

Além do comandante das Forças Armadas, ontem, o governador Wellington Dias (PT-PI) chegou a anunciar que os gestores pediram também reunião com os chefes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, e com Bolsonaro.

Segundo a colunista do Globo, Bela Megale, o governador do Pará, Helder Barbalho, foi o autor da proposta para procurar os militares “Ficou acertado que o Fórum de Governadores fará contato não só com os chefes dos Três Poderes, mas com as Forças Armadas, além de setores empresariais e representantes da sociedade civil para termos, na semana que vem, uma agenda de reuniões presenciais. A ideia é que possamos estabelecer um diálogo no sentido de buscar distensionar o ambiente e evitar essa dinâmica desgastante que a cada confusão se emite uma carta”, disse o gestor.

Segundo informações da colunista, o motivo do encontro com o comando das Forças é diminuir a tensão e falar sobre os atos programados para o dia 7 de setembro. Por conta disso, o intuito é que a reunião aconteça antes do feriado nacional.

Polícia Militar

A convocação feita para as manifestações por alguns quadros da Polícia Militar acendeu sinal de alerta dos gestores, que debateram o assunto no Fórum.

Foi em seguida registrado o firme entendimento dos presentes de que a conjuntura atual se tornava ainda mais desafiadora em razão da crise pública entre Poderes da República, com a observação de uma escalada constante de ameaças de ruptura constitucional. Com efeito, faz-se mister reafirmar o compromisso dos governadores no sentido de zelar para que a missão das polícias estaduais ocorra nos limites constitucionais e da lei, como se tem verificado na história do País desde a promulgação da Constituição de 1988. Cria-se, outrossim, em decorrência dessa situação, um cenário de grande instabilidade e insegurança perante os investidores nacionais e internacionais, sendo necessário para o Brasil salvaguardar um ambiente estável e atrativo para o crescimento econômico”, diz um trecho da ata.

Após a reunião, não foi divulgada uma carta, como rotineiramente acontece. Ao invés disso, uma ata da reunião relatando os pontos abordados pelos gestores, foi divulgada mais de 24h depois do encerramento do encontro. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) foi um dos defensores da elaboração de uma carta em repúdio às ações recentes de Bolsonaro.

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