Efetividade da Coronavac contra morte em maiores de 90 cai a 35%, diz pesquisa

Um estudo que avaliou a eficácia na vida real das vacinas Coronavac e AstraZeneca contra a Covid-19 indicou que a proteção fornecida pelos imunizantes contra mortes diminui em pessoas com 90 anos ou mais, na comparação com o resto da população.

A pesquisa VigiVac-Covid19 avaliou quase 61 milhões de brasileiros que tomaram uma ou duas doses das vacinas contra Covid-19 no país de 18 de janeiro a 30 de junho. Foram excluídas os imunizantes da Janssen e da Pfizer, devido ao baixo número de doses aplicadas no período estudado.

Segundo a pesquisa, a Coronavac (feita no Brasil com o Instituto Butantan) confere apenas 35,4% de eficácia contra mortes por coronavírus em pessoas com 90 anos ou mais. Já no caso da AstraZeneca (produzida no Brasil em parceria com a Fiocruz), a taxa fica em 70,5%.

Isso significa que a cada 1.000 mortes causadas por Covid nessa faixa etária, a Coronavac evita 354 óbitos, enquanto a AstraZeneca impede 705 mortes.

Esses valores são menores do que o observado em pessoas entre 80 e 89 anos —de 67,3% para a Coronavac e de 91,2% para a AstraZeneca. Ambas mantêm uma alta proteção para casos, hospitalizações e mortes em pessoas até 80 anos.

O estudo reforça assim a necessidade de uma 3ª dose dos imunizantes em pessoas com mais de 80 anos. Na última quarta (25), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que todas as pessoas imunossuprimidas e os idosos com mais de 70 anos devem receber uma dose extra da vacina a partir de 15 de setembro.

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