Soldado processa oito militares da PMDF por ataques homofóbicos

O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal Henrique Harrison, criticado por publicar uma foto beijando o companheiro durante a formatura, em 2020, processou 11 pessoas por ataques homofóbicos. Entre eles, há oito militares, sendo sete policiais e um bombeiro.

O processo corre em segredo de Justiça, por isso, o nome dos denunciados não foi divulgado. Segundo o advogado Jostter Marinho, que representa Henrique, as ações pedem o pagamento de R$ 25 mil, de cada um deles, por danos morais.

“Os processos tem como fundamento o dano causado ao Henrique pela degradação e exposição vexatória de sua imagem e orientação sexual. Exposição está que, pela lei de Injúria Racial e pela ADO 26 (Ação Declaratória de Inconstitucionalidade por Omissão), caracterizam como ilegais os atos dentro da tipificação da homofobia”, diz o advogado.

Os envolvidos foram denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) em ação aceita pela Justiça do DF em maio deste ano. O órgão já havia pedido multa mínima de R$ 12 mil dos réus, por danos morais coletivos. O caso ainda não foi julgado.

Ao G1, Henrique disse que está afastado das atividades há três meses, por depressão e crise de ansiedade, por conta dos ataques que recebeu nas redes sociais. Os comentários preconceituosos começaram em janeiro do ano passado, quando Henrique levou o namorado para a formatura e compartilhou uma foto beijando o companheiro.

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