PIB do Brasil recua 0,1% no 2º trimestre e recuperação perde fôlego

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,1% no 2º trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, conforme divulgado nesta quarta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números do IBGE mostram que a economia brasileira perdeu fôlego, após ter avançado de 1,2% nos 3 primeiros meses do ano, completando 3 trimestres seguidos de alta.

Apesar do resultado frustrante, o PIB se manteve no patamar entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, período pré-pandemia, segundo o IBGE. Porém, ele está 3,2% abaixo do ponto mais alto da série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,1 trilhões. Ele é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e durante um certo período e serve como uma espécie de termômetro da evolução da atividade e da capacidade de uma economia gerar riqueza e renda.

O resultado veio mais fraco que o esperado pelos analistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de um crescimento de 0,2% no segundo trimestre, na comparação trimestral.

A surpresa negativa é explicada principalmente pela retração da agropecuária, indústria e dos investimentos, e pela estagnação do consumo das famílias.

Principais destaques do PIB no 2º trimestre:

Agropecuária: -2,8%
Indústria: -0,2%
Serviços: 0,7%
Consumo das famílias: zero
Consumo do governo: 0,7%
Investimento (FBCF): -3,6%
Importação: -0,6%
Exportação: 9,4%
Construção: 2,7%
Comércio: 0,5%

Alta de 6,4% no semestre
Frente ao 2º trimestre de 2020, o PIB cresceu 12,4% – maior taxa trimestral de toda a série histórica do PIB, iniciada em 1996.

O IBGE ponderou, no entanto, que este salto se deve à comparação com o trimestre que registrou a taxa negativa mais intensa de toda a série histórica, de -9% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e -10,9% na comparação anual.

“Estamos comparando este resultado [interanual] com o pior trimestre da pandemia”, destacou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

No primeiro semestre, o PIB acumulou alta de 6,4% na comparação com os 6 primeiros meses do ano passado. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho, o avanço foi de 1,8%.

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