Queiroga falou com Bolsonaro antes de suspender vacinação de adolescentes

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, teve uma conversa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) antes de recuar e orientar que adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades não fossem vacinados por enquanto. O diálogo foi revelado nesta quinta-feira (15), um dia depois de a nota informativa ser publicada pela pasta.

Bolsonaro repetiu o argumento do Ministério da Saúde e disse que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendava a imunização de adolescentes sem comorbidades. No entanto, o que a OMS salientou foi que a vacinação do público citado não era prioritária. O presidente também disse que “expôs o seu sentimento” a Queiroga.

“A minha conversa com o Queiroga não é imposição. Eu levo para ele o meu sentimento, o que eu leio, vejo e o que chega ao meu conhecimento. A OMS é contra a vacinação entre 12 a 17 anos. A Anvisa aqui no Brasil é favorável à vacinação de todos os adolescentes com a Pfizer. É uma recomendação, você é obrigado a cumprir?”, questionou Bolsonaro.

Queiroga disse que mais de 3,5 milhões de adolescentes foram vacinados antes do dia 15 de setembro, data em que o Ministério da Saúde marcou a imunização de pessoas entre 12 e 17 anos com comorbidades. O ministro também disse que estados e municípios utilizaram todas as vacinas, uma vez que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia autorizado apenas a Pfizer neste público.

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