Presidente da CNI, gestores do Sesi, ex-secretário e empresários são alvo de nova denúncia do MPF por desvio de R$ 3,5 milhões de projeto cultural

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), gestores do Serviço Nacional da Indústria (Sesi), um ex-secretário estadual de Meio Ambiente e empresários foram denunciados à Justiça Federal por desvio de R$ 3,5 milhões para promoção de programas culturais. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), nove pessoas são citadas na quarta etapa de denúncia da Operação Fantoche.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), em 2019. Na época, dez mandados de prisão foram cumpridos.

Os envolvidos são acusados do crime de peculato, que é cometido por servidor público em busca de vantagem pessoal ou para terceiros.

A nova denúncia foi divulgada pelo MPF nesta segunda-feira (20). Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, o alvo desse processo é o Programa Relix Pernambuco 2017.

Ele previa a realização de atividades culturais, educativas, tecnológicas e interativas para “discutir os problemas gerados pelo lixo e possíveis soluções”.

São investigados convênios firmados pelo Ministério do Turismo (Mtur) e Sesi com entidades sem fins lucrativos e empresas.

Veja os denunciados pelo MPF
Robson Braga de Andrade – diretor do Departamento Nacional do Sesi e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI);
Ricardo Essinger – diretor regional do Sesi em Pernambuco;
Nilo Augusto Câmara Simões – superintendente regional do Sesi no estado;
Sérgio Luís de Carvalho Xavier – empresário e ex-secretário de Meio Ambiente de Pernambuco;

Hebron Costa Cruz de Oliveira – diretor do Instituto Origami;
Romero Neves Silveira Souza Filho – diretor do Instituto Origami;
Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva – administrador da Aliança Comunicação e Cultura;
Lina Rosa Gomes Vieira da Silva – administradora da Aliança Comunicação e Cultura;
Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva – administrador da Alto Impacto Entretenimento.

Todos já foram alvos de denúncias anteriores do MPF no âmbito da Operação Fantoche. A ação da PF foi realizada a partir de relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

A primeira denúncia foi feita em 10 de agosto de 2020, quando dez pessoas foram acusadas de desviar R$ 2,5 milhões. A segunda denúncia foi feita contra sete investigados e ocorreu em 8 de setembro do mesmo ano.

Nesta data, O MPF apontou fraudes ocorridas em processos seletivos e contratos administrativos firmados por diversos departamentos do Sesi e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Por fim, o MPF também submeteu uma denúncia em março de 2021, quando oito pessoas, incluindo o presidente do CNI e o ex-secretário de meio ambiente do estado, foram acusadas do desvio de mais R$ 2,2 milhões

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