Pernambuco não tem previsão para desobrigar o uso de máscaras

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, foi questionado, durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (23), sobre a possibilidade de o Governo do Estado desobrigar o uso de máscaras em ambientes externos.

Segundo ele, é necessário ter cerca de 80% a 90% da população pernambucana com o esquema vacinal completo, ou seja, com as duas doses, para que sejam iniciadas as discussões sobre o assunto.

“A gente considera muito cedo estar falando em abdicar do uso da máscara. Precisamos atingir percentuais de vacinação bem mais expressivos. Os países que estão fazendo isso de forma responsável, no caso de Portugal, por exemplo, estão com 80% da população vacinada com as duas doses”, disse o titular da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

A expectativa, de acordo com ele, é que toda a população adulta (maior de 18 anos) tenha acesso à segunda dose do esquema vacinal até o fim de novembro. Já os adolescentes devem estar ainda em processo de imunização durante o mês de dezembro.

De acordo com André Longo, Pernambuco tem, no momento, cerca de 39% da população elegível para vacinação contra a Covid-19 imunizada com as duas doses.

“A população elegível tem mudado ao longo da campanha de vacinação. Inicialmente, só contava a população acima de 18 anos. Quando você pega esse recorte, Pernambuco tem algo em torno de 45% da população com a vacinação completa. Quando começou a vacinar os adolescentes, acrescentou quase um milhão de pernambucanos nessa conta. Aí o percentual cai para em torno de 39%. Esse número (de vacinados) tem crescido, mas é preciso calcular a população elegível a partir dos avanços na campanha.”

Ainda durante a entrevista, ele afirmou que os indicadores da pandemia em Pernambuco seguem em patamares positivos, apesar de o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estar crescente há três semanas.

O índice de positividade para a Covid-19 dentro desses casos de SRAG não tem apresentado aumento, o que reforça apenas a circulação de outros vírus respiratórios que também podem causar quadros graves”, explicou o secretário, informando que, no momento, em torno de 400 pacientes estão internados em leitos de UTI para SRAG na rede pública do Estado.

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