Brasil vive o seu Natal mais desigual, com recorde de diferença entre as compras de ricos e mais pobres

No Natal, quando espalham-se mensagens de esperança e generosidade, o Brasil, na prática, ampliará a conta de quem vive à margem disso. As festas natalinas de 2021 deverão bater o recorde de desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres, deixando para os últimos a impossibilidade de comprarem presentes e outros itens. Reflexo direto do impacto nocivo da inflação e perda de renda em função da pandemia da covid-19, que deixa na penúria por mais tempo quem antes já sobrevivia com o pouco. Na série histórica da pesquisa de intenção de compra da Fundação Getúlio Vargas (FGV), nunca antes se chegou a uma diferença tão grande entre os gastos de quem tem maior renda e a parcela que menos tem.

O número inclui as faixas de pobreza e extrema pobreza, mas também abarca as famílias que vivem com mais de 4 salários mínimos. Levando o recorte dos núcleos familiares com renda de até R$ 4,8 mil, a diferença da intenção de compra natalina em relação aos com renda acima desse patamar saltou para 44,4 pontos, atingindo seu pico no período de 14 anos. “As famílias de mais baixa renda, maior parcela da população, são as mais afetadas. Para elas, o Natal será mais magro. Muitos não irão comprar presentes, e mesmo para aqueles que irão comprar, dizem que gastarão menos”, analisa Viviane Seda, coordenadora das Sondagens do FGV IBRE.

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