Paulo Câmara afirma que Pernambuco passará semanas difíceis devido à epidemia da influenza H3N2

Após coletiva de imprensa realizada pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, na manhã desta quinta-feira (30), anunciando a criação de 20 novos leitos e projeção de mais 200 para tratar pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, também alertou a população pernambucana para as “semanas difíceis” que o Estado enfrentará devido à epidemia da influenza A H3N2. 

De acordo com o governador, a população precisa ficar atenta aos sintomas e, caso identifique algum, evitar ao máximo as aglomerações de fim de ano. 

“A influenza tem características diferentes da Covid. A gente tem uma expectativa que tenhamos semanas duras, com um ciclo de três a cinco semanas. Estamos muito focados nessa questão da influenza, e as emergências estão com muita demanda”, afirmou o governador.

“Precisamos cuidar da populaçãom e as pessoas também precisam se cuidar e continuar usando a máscara e ficar em casa se apresentar algum sintoma, não ir para festas de fim de ano, evitando ao máximo as aglomerações”, destacou Paulo Câmara. 

Ainda segundo o governador, além de uma atenção a mais por conta da Influenza, a população não deve esquecer que a pandemia da Covid-19 ainda está presente. “Ao mesmo tempo vamos ficar observando a Covid que ainda está presente entre nós.”

Questionado sobre o Carnaval de 2022, Câmara informou que o assunto deve ser decidido até o dia 15 de janeiro. “Estamos trabalhando com as datas que já tinham sido colocadas pelos prefeitos do Recife e de Olinda, que é o dia 15 de janeiro. As duas cidades estão muito sintonizadas na necessidade de a gente discutir realmente em janeiro essa questão do Carnaval e, diante do quadro, fazer o que for melhor para a saúde da população”. 

Atualmente, 2466 casos de influenza foram registrados em Pernambuco. Desses, 2449 foram da H3N2, provocando 11 óbitos, sendo seis no Recife, um em Ipojuca, um em Olinda, um em Tracunhaém, um em Goiana e um em São Lourenço da Mata. Todos os pacientes apresentavam comorbidades e possuíam fatores de risco para complicação por influenza. 

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