Em 2022, governadores vão buscar a reeleição em 16 estados

As eleições de 2022 terão, ao menos, 16 estados onde os governadores poderão disputar a reeleição. Dos 9 da região Nordeste, apenas dois têm gestores que possuem os critérios para participar do pleito. São eles: Paraíba, com o governador João Azevedo (Cidadania), e a governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT). Esta última, sendo a única mulher eleita governadora na eleição de 2018.

Em Pernambuco, o cenário segue incerto, mas é fato que o governador Paulo Câmara (PSB) não concorre mais à recondução por já estar encerrando o segundo mandato. Até o momento o nome que o gestor socialista deve abençoar como seu sucessor segue mantido em sigilo pelo PSB e por integrantes do arco de alianças da Frente Popular de Pernambuco.

Construção de palanque

Outro estado que também tem um processo de articulação para a construção do palanque complexo é o Ceará. O governador Camilo Santana (PT) poderá sair candidato ao Senado, pois concluirá o segundo mandato. Até o momento, o candidato ainda não foi anunciado, mas no estado o petista pode ter duas opções: Luizianne Lins (PT) ou Roberto Cláudio (PDT). Localmente, os dois partidos compõem uma aliança.

O acordo é melindroso porque o PT e PDT, possuem pré-candidatos à presidência: Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT). Cota eleitoral A maior parte dos estados nordestinos e do Sudeste, além de uma parte do Sul, está na cota do debate eleitoral entre PT e PSB.

Os dois partidos têm discutido sobre a formação de uma federação partidária. O acordo envolveria 10 estados, destes 5 são pleiteados pelo PSB e envolve: São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Rio d e Rio Grande do Sul. Para o PT, os estados prioritários são: Bahia, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará. No Norte, dos 7 governadores , 6 estão buscando a reeleição.

O Amapá é o único em que o governador, Waldez Góes (PDT), está concluindo o segundo mandato. No Centro Oeste Ibaneis Rocha (DF), Ronaldo Caiado (GO) e Mauro Mendes (MS) busca a reeleição.

Sul e Sudeste

O mesmo cenário de disputa pela recondução ao cargo vem se verificando no Sul e no Sudeste. Com um diferencial. Nessas regiões as formações dos palanques  são tão complexas e passam por tantas variáveis quanto às formações dos palanques nordestinos. Isso porque os partidos buscam organizar uma federação partidária.

Na região Sudeste, o único estado em que o governador não deve brigar para se reeleger é São Paulo. No Estado, o governador tem o apoio do atual gestor, João Doria (PSDB), que atualmente apoia o tucano Rodrigo Garcia na eleição pelo Palácio do Bandeirantes.

Doria, na verdade, terá duas disputas pesadas: para eleger o aliado e para tentar se viabilizar como o nome da terceira via nas eleições presidenciais.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, após o afastamento de Wilson Witzel (PSC), depois de processo de impeachment consolidado em 2021, o vice Cláudio Castro (PL) foi eleito em 2018 e já atuava no cargo como interino desde 2020. No extremo Sul, o Rio Grande do Sul é objeto de disputa entre grandes partidos.

O atual governador, Eduardo Leite (PSDB), foi derrotado por João Doria nas prévias do PSDB para concorrer a presidência e pode tentar a recondução ao cargo. No Estado, o ex-governador Beto Albuquerque (PSB), o ministro Onyx Lorenzoni e o petista Edegar Pretto, também podem concorrer. 

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