Aparecida de Goiânia registra 1ª morte por ômicron no Brasil, diz prefeitura

Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, registrou a 1ª morte pela variante ômicron da Covid-19 no Brasil. A informação foi confirmada pela prefeitura na tarde desta quinta-feira (6). A vítima é um idoso de 68 anos portador de doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial.

Até as 18h de quarta-feira (5), o país ainda não havia registrado nenhuma morte pela variante, conforme o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. O g1 entrou em contato com as secretarias estaduais de saúde e nenhuma registrou morte por ômicron até o momento.

Após o anúncio da prefeitura, o g1 entrou em contato com o ministério para confirmar a informação por meio de e-mail enviado às 15h05, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que ainda não foi notificada do óbito, mas que, até então, não há registros de morte pela variante em Goiás.

De acordo com o município, a vítima estava internada em unidade hospitalar do município. O idoso estava vacinado com três doses, segundo a prefeitura.

Especialistas explicam que a vacinação contra a Covid-19 reduz o risco de mortes pela doença e suas variantes. Os especialistas dizem ainda que os imunizantes disponíveis contra a doença são para evitar o agravamento dos casos, mas que não há garantia de que possam impedir a reinfecção pelo coronavírus.

A prefeitura informou ainda que o paciente era contactante de um caso que a Secretaria Municipal de Saúde já havia confirmado como infecção pela variante.

A confirmação do primeiro óbito ocorre dez dias após a declaração de transmissão comunitária na cidade. Até esta quinta-feira, o município já confirmou 55 casos de ômicron. A prevalência da variante alcançou a casa dos 93,5%.

A detecção foi feita por meio do Programa Municipal de Sequenciamento Genômico, que tem feito a análise de amostras positivas de RT-PCR coletadas no município para mapear a informação genética e identificar as variantes do coronavírus em circulação.

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