AMUPE: Aumento na ocupação de leitos pode gerar falta de medicamentos nos municípios de Pernambuco

Como forma de conter o avanço da epidemia da Influenza A (H3N2) e da pandemia da Covid-19, o governador Paulo Câmara, o secretário de Saúde, André Longo, a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e gestores municipais, se reuniram de forma virtual na manhã desta sexta-feira (7). Na reunião, foram discutidas ações de enfrentamento às doenças, a necessidade de medicamentos e insumos para os municípios, além de questionamentos sobre as festas privadas, com a aproximação das festividades carnavalescas. 

De acordo com o presidente da Amupe e 1º secretário da Confederação Nacional de Municípios (CNM), José Patriota, a superlotação das unidades hospitalares é motivo de atenção nas cidades pernambucanas. 

“As unidades hospitalares da rede municipal e da rede estadual estão superlotadas, isso traz alguns problemas. Além disso, há o aumento do consumo de insumos e medicações de urgência e com a ocupação intensiva dos leitos. Nesse contexto, já se anuncia a dificuldade da aquisição de alguns medicamentos injetáveis como dipirona. Os fornecedores dizem que está faltando, estão com dificuldades na entrega e isso é algo preocupante”, destacou o presidente. 

Para o gestor da associação, os prefeitos devem ter uma escuta atenta a respeito do contexto em que cada município está inserido. 

“É necessário que os prefeitos escutem os profissionais de saúde e as lideranças. Confiram onde estão as pessoas que ainda não se vacinaram. Adotem a restrição de não permitir a entrada em repartição pública de quem não se vacinou. Essas e muitas outras medidas são necessárias para que os prefeitos e prefeitas adotem”, pontuou.  

Durante a reunião, o governador Paulo Câmara apresentou os dados atualizados da influenza e da Covid-19 aos gestores municipais e destacou os incrementos realizados na área da saúde. 

“Voltamos a abrir leitos, adquirimos vans e caminhonetes para ajudar os municípios a vacinar, e também distribuímos testes rápidos. Precisamos também da colaboração de todos para que a atenção básica seja reforçada. Nosso papel sempre será de prestar as informações corretas, as orientações necessárias e dar apoio às prefeituras para proteger e atender a população”, explicou. 

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