Ministério da Saúde é alertado sobre baixo estoque de dipirona injetável em municípios

O Ministério da Saúde tem recebido alertas de baixo estoque de dipirona injetável em municípios e unidades hospitalares.

Os avisos formais foram feitos pelo Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e por entidades médicas.

Gestores do SUS afirmaram à Folha que, caso não aconteça uma regulação no mercado, há “um risco iminente” de faltar esse medicamento de uso hospitalar e pré-hospitalar.

Enquanto em uma ponta há a preocupação com o desabastecimento, na outra, a indústria farmacêutica está desistindo de produzir o remédio em decorrência da alta dos insumos. ​

A possível falta do medicamento pode trazer consequências para a população, tendo em vista que o uso hospitalar é muito alto e de difícil substituição no país.

As outras opções farmacoterapêuticas disponíveis podem ter seus resultados limitados, a depender do perfil do paciente e do resultado clínico esperado.

Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conasems, disse que os gestores municipais estão com dificuldade de adquirir o remédio. As licitações estão ficando sem interessados.

“Não é uma situação crítica ainda, apenas um alerta [ao Ministério da Saúde].”

No ofício enviado para a pasta, o Conasems mostrou um levantamento feito com cinco laboratórios brasileiros fabricantes da dipirona. Em três, houve a parada da produção. Outros dois estavam com alta demanda.

Apenas uma fabricante de dipirona injetável relatou a suspensão temporária da fabricação para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em decorrência do alto custo e baixo valor agregado para venda.

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