Pesquisa Ipespe: saída de Sergio Moro favorece Bolsonaro na corrida eleitoral

Pesquisa Ipespe divulgada nesta quarta-feira (6) aponta que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é quem mais se beneficia num cenário com Sergio Moro fora da corrida ao Planalto. A pesquisa mantém Lula na frente, com os mesmos 44% do levantamento anterior; mas o líder vê o segundo colocado mais perto.

Bolsonaro teve o melhor desempenho até agora, com 30% das intenções de voto, quatro pontos a mais do que no último levantamento.

De acordo com o cientista político Antônio Lavareda, os números divulgados na pesquisam revelam o movimento mais expressivo, até então, nas estimativas sobre votos.

“Foi o movimento mais expressivo. Nós fazemos medições de 15 em 15 dias, então foi a sétima medição neste ano de 2022 ;não houve então nenhum movimento tão expressivo, por isso ele pode ser qualificado como um verdadeiro salto”, avalia o cientista político.

O crescimento do presidente também coincide com a melhora da avaliação do governo. A percepção que a economia está no caminho certo também voltou a crescer.

Entretanto, o crescimento de Bolsonaro nesta pesquisa tem um fator determinante: a saída de Sergio Moro da corrida eleitoral. Com isso, foi o presidente quem recebeu a maior parte dos votos que estavam com o ex-ministro da Justiça.

Este foi o primeiro levantamento sem o nome de Moro, que mudou de partido e sinalizou, pelo menos por enquanto, que poderia abrir mão da candidatura. No último levantamento, Moro era o terceiro colocado, com 9% das intenções de votos.

Os votos de Moro foram pulverizados entre outros candidatos: Simone Tebet avançou de 1% para 2%; João Doria passou de 2% para 3% e Ciro Gomes é o segundo maior herdeiro de votos, atrás apenas de Bolsonaro, o pré-candidato do PDT avançou de 7% para 9%.

“Curiosamente o que aparece nesse momento não é essa teceria via tão falada, tão propalada, que, na verdade é uma via de centro-direita. Mas não, o que está ocorrendo agora é Ciro Gomes, um candidato de centro-esquerda que não tem nada a ver com esses outros candidatos que sufragaram Bolsonaro em 2018”, disse Lavareda.

A saída de Sergio Moro traz ainda outra mudança no comportamento do eleitor: sem o ex-juiz, os que não sabem, não responderam ou votam nulo e branco saltaram 3 pontos percentuais na pesquisa. A redução dos votos válidos costuma favorecer os líderes; em um cenário como esse, aumentaria a chance de a eleição ser decidida em primeiro turno, conforme explica o cientista político Antônio Lavareda.

“Se continuar extremamente bipolarizada, os dois candidatos reunindo o grosso, a maioria absoluta de intenção de voto, aumenta bastante a chance de ser resolvida, em benefício de um ou de outro, mas ainda em primeiro turno”, disse.

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