Polícia Civil de SP conclui que não há indícios de atos ilícitos cometidos pela Prevent Senior na pandemia; MP ainda apura o caso

Inquérito da Polícia Civil de São Paulo que investigava a atuação da Prevent Senior no estado durante a pandemia de Covid-19 concluiu que a operadora não cometeu atos ilícitos ao usar e recomendar medicamentos sem indicação e eficácia contra a doença.

O documento, de 13 páginas, aponta que foram ouvidos funcionários do hospital, entre médicos e prestadores de serviço. Para a delegada Lisandra Colabuono, não houve crime na indicação do chamado “kit Covid”, um conjunto de remédios sem eficácia comprovada contra a doença.

“Na visão deste delegado de polícia, não foram encontrados elementos informativos caracterizadores de ilícito penal praticados pelos funcionários da operadora de saúde, nem por médicos, nem ex-funcionários desta denunciados por violação do dever funcional”, escreveu a delegada.

O caso agora será enviado ao Ministério Público do estado. O Ministério Público foi surpreendido com a conclusão do inquérito porque ainda existem diligências a serem feitas e laudos a serem concluídos e disse que o encerramento do inquérito não interfere em sua investigação.

À TV Globo, a Prevent Senior informou que este é o “primeiro resultado de uma investigação técnica que mostra que a empresa foi alvo de uma injustiça”.

Depois de seis meses de trabalhos, a última sessão da CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo encerrou no início do mês, com relatório final pedindo o indiciamento de 20 pessoas. Entre elas, estão os donos da operadora de saúde, Eduardo e Fernando Parrillo, além do ex- diretor-executivo da operadora, Pedro Benedito Batista Junior.

Os indiciamentos estão relacionados a cinco crimes principais, que constam no relatório final: homicídio e tentativa de homicídio, perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de socorro, crime contra a humanidade e crime de falsidade ideológica.

Esses crimes têm ligação com o uso de medicamentos ineficazes, o chamado ‘kit covid’, a omissão de socorro por causa do relato de vários pacientes que prestaram depoimento, e ainda pesquisas em seres humanos sem a autorização dos órgãos competentes.

O relatório final da CPI também foi encaminhado para o Ministério Público, que irá decidir se prosseguirá com os indiciamentos.

A Prevent Senior disse que contesta o relatório. A operadora disse ter “total interesse que as investigações, sem contornos políticos, possam restabelecer a verdade dos fatos”. A empresa disse ainda que “vai continuar trabalhando para prestar atendimento de excelência aos mais de 550 mil beneficiários”.

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