Putin ordena bloqueio de último foco subterrâneo de resistência em Mariupol

O presidente russo, Vladimir Putin, celebrou, nesta quinta-feira (21) o “sucesso” de suas tropas ao tomar Mariupol e ordenou o bloqueio de todas as saídas possíveis de onde estão entrincheirados os últimos a resistirem à ação nessa cidade portuária no sudeste da Ucrânia.

“O fim do trabalho de libertação de Mariupol é um sucesso”, disse Putin a seu ministro da Defesa, Sergei Shoigu, em uma reunião transmitida pela televisão.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou, porém, que “ainda não há provas de que Mariupol tenha caído completamente” em mãos russas e garantiu que Putin “nunca terá sucesso” na ocupação da Ucrânia.

Depois de suportar quase dois meses de cerco e bombardeios, as últimas tropas ucranianas estão escondidas na enorme usina metalúrgica de Azovstal nesta cidade do Mar de Azov, estratégica no plano de Moscou de unir os territórios pró-Rússia do Donbass e a península da Crimeia, já anexada em 2014.

Os ultimatos anunciados pela Rússia não provocaram a rendição dos soldados. Um de seus comandantes, Sviatoslav Palamar, do batalhão Azov, pediu “garantias” de segurança aos países ocidentais para deixar o local, onde, segundo Kiev, também estão quase 1.000 civis.

“Considero que o ataque proposto na zona industrial não é apropriado. Ordeno o cancelamento”, disse Putin ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, em um encontro exibido na televisão.

“Precisamos pensar (…) na vida de nossos soldados e oficiais. Não há necessidade de entrar nestas catacumbas e rastejar no subsolo através das instalações industriais. Bloqueiem toda a área industrial para que nem mesmo uma mosca possa escapar”, completou Putin.

Quase 2.000 militares ucranianos resistem no complexo industrial, de acordo com Shoigu, sem citar o número de civis, que seriam, segundo as autoridades ucranianas, cerca de mil ainda neste local.

O Ministério ucraniano das Relações Exteriores pediu a criação de um corredor humanitário para retirar estes habitantes, que “não confiam nas tropas russas”.

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