Peixe natural da Ásia ataca pescadores e preocupa cientistas brasileiros

O peixe-leão vem de longe, do Oceano Índico. É um animal bonito, disputado por aquaristas. As nadadeiras são longas. O perigo está nas pontas, que têm uma toxina. Uma defesa para o peixe-leão, um sofrimento para quem se espeta. No Índico, uma espécie de tubarão come o peixe-leão e garante o equilíbrio do ecossistema. O problema é que, desde a década de 1980, começaram a aparecer exemplares de peixe-leão no Caribe. A tese é que eles tenham sido descartados de aquários e jogados no mar.

Em 2015, dois exemplares foram encontrados em Arraial do Cabo, na costa do Rio de Janeiro. Ano passado, vários surgiram em Fernando de Noronha, a 400 quilômetros da costa. E, de um mês para cá, o peixe-leão parece ter encontrado um novo lar no litoral do Nordeste. Normalmente, ele prefere morar em recifes e áreas rochosas.

Na divisa do Ceará com o Piauí, o peixe-leão é apanhado em currais. A vítima mais recente foi o Chico, 24 anos. Ele pisou num peixe-leão, e sete espinhos encravaram na sola do pé. “Desmaiei só de dor”, diz Chico. Além da dor, o veneno do peixe leão pode provocar febre e convulsões. Um mês atrás, Valdeci também teve um acidente com um peixe-leão, sem sequer saber do que se tratava.

Na Universidade Federal do Ceará, cientistas estão fazendo o sequenciamento genético dos peixes. “O nosso objetivo no momento é verificar o grau de similaridade genética dela com as demais que já foram encontradas na região, principalmente da América Central”, explica Rafael dos Santos Rocha, técnico em engenharia de pesca Labomar.

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