Segundo preso por morte de garoto de 13 anos iria matar mãe da vítima por perdão de dívida de R$ 500

Um segundo homem envolvido no homicídio de um adolescente de 13 anos, no bairro do Barro, Zona Oeste do Recife, foi preso, na tarde dessa segunda-feira (9) – dia em que a Polícia Civil apresentou a prisão do mandante do crime, o ex-companheiro da mãe do garoto.

Segundo a delegada Euricélia Nogueira, o ex mandou matar a mulher, uma cabeleireira de 31 anos, mas o menino reagiu para defendê-la no momento da investida criminosa, que ocorreu na noite de 6 de abril, na rua Barão de Ladário. O segundo preso, um dos executores, teria uma dívida de R$ 500 com o mandante, que seria perdoada pela morte da mulher. O primeiro, o mandante, foi detido na última sexta-feira (6).

De acordo com Euricélia Nogueira, o homem não aceitava o fim do relacionamento e fazia diversas ameaças à ex. Ele inclusive chegou a criar um perfil falso e chantageava com fotos íntimas tiradas após dopar a cabeleireira.

Em entrevista ao NE2, da TV Globo, a delegada Euricélia detalhou a segunda prisão, que ocorreu em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Segundo ela, o homem confessou ter sido um dos executores.

“O preso confessa. Recebeu essa determinação em troca desse serviço desse homicídio que teria que cometer. Teria perdoado uma dívida de R$ 500. A partir disso, ele foi para a casa da vítima, onde invadiu o local. Ele só não esperava que o filho reagisse à ação criminosa”, explicou a policial.

No dia do crime, a mulher estava em casa com três filhos, o atual namorado e uma cliente. Dois homens entraram armados. A cabeleireira foi atingida por dois tiros, um na cabeça e outro na mão. O companheiro foi atingido por um tiro no braço. Eles foram socorridos.

O inquérito policial também apura essas tentativas de feminicídio e homicídio, respectivamente. O adolescente de 13 anos pegou uma faca e chegou a esfaquear um dos bandidos, mas foi baleado. Ele morreu no local.

A delegada destaca ainda que a linha de investigação de latrocínio, assalto seguido de morte, foi descartada – “era um feminicídio”, disse.

“Detalhou tudo, com quem estava, que um dos executores tinha o controle do portão, que teria sido subtraído anteriormente. [Disse] como foi, como entraram, quem estava com a arma, quem atirou em quem. Ele deu detalhes do crime”, finalizou Euricélia Nogueira.

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