Maioria dos brasileiros está em falta com a dose de reforço da vacina contra Covid

A maioria dos brasileiros está em falta com a dose de reforço da vacina contra a Covid.

Aos poucos, as medidas de distanciamento foram sendo reduzidas com o trabalho e aulas presenciais e máscara já não sendo obrigatória em grande parte dos lugares. Mas o vírus da Covid continua circulando. E nem metade da população tomou a primeira dose de reforço.

Dados coletados pelo consórcio de veículos de imprensa mostram que em 18 estados e no Distrito Federal menos de 40% das pessoas tomaram a dose de reforço.

E tem estado com baixíssima cobertura. Em Roraima, 12,09%; no Amapá, 13,57%; no Acre, 20,82%; no Pará, 20,94%; e em Tocantins, 20,93%, menos de 21% completaram o esquema de imunização.

A vacina é a principal proteção contra a Covid e é capaz de evitar a forma mais grave da doença. Há estoque disponível do imunizante, mas a procura nos postos está muito baixa.

Na rodoviária de Brasília, que apesar do intenso movimento, no posto tem pouca gente.

A vendedora ambulante Edinalva Reis Carvalho não se interessou pelo reforço.

“Eu estou protegida, por que não? Ué, porque tomei a 1ª e a 2ª, a terceira não”, diz Edinalva.

Ledo engano pensar assim, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo.

“Essas pessoas, de uma forma geral que não se vacinam com a dose de reforço, vão perdendo a capacidade de proteção. O organismo vai deixando de produzir os anticorpos necessários para manter uma proteção e você aumenta o número de pessoas suscetíveis na população conforme esse tempo vai passando”, diz Chebabo.

“Quanto mais pessoas suscetíveis, mais fácil o vírus e, principalmente, essas variantes que têm aparecido vão causando mais infecções. Com isso, eu também tenho o aumento do risco de infecções graves, de manifestações graves e até de internação e morte aumentarem”, explica o médico Alberto Chebabo.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 48 milhões de pessoas poderiam tomar a dose de reforço contra a Covid — Foto: Jornal Nacional/ Globo
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 48 milhões de pessoas poderiam tomar a dose de reforço contra a Covid — Foto: Jornal Nacional/ Globo

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 48 milhões de pessoas poderiam tomar a dose de reforço. A supervisora de telemarketing Daniela Gomes de Souza demorou dois meses, mas hoje fez a parte dela.

“A correria do dia a dia faz com que a gente demorasse mais um pouco. Mas com o número que aumentou um pouquinho, a preocupação ficou um pouco maior e eu resolvi vir nesta testa quarta-feira (11). “, diz Daniela.

“Estou me sentindo mais segura e se tiver a 4ª dose, eu não vou deixar atrasar. E que venham quem tiver atrasado com as vacinas, porque agora o negócio está difícil. Tem que vir”, diz Daniela.

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