Em 26 anos de funcionamento, urna eletrônica eliminou fraude e voto de cabresto, diz Fachin

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (17) que, em 26 anos de funcionamento, as urnas eletrônicas eliminaram das eleições a fraude, o voto de cabresto e a lentidão da apuração.

O ministro fez a declaração na abertura da sessão do plenário do tribunal, ao mencionar os 26 anos de criação da urna, completados na última sexta-feira (13).

“Todos sabemos — e não custa repisar nesta oportunidade — que a urna eletrônica nasceu para propiciar eleições seguras, num país que vivenciava votações que não eram imunes aos signos da fraude, do voto de cabresto, da intervenção humana e da lentidão dos processos de apuração e totalização. Isso não existe mais entre nós”, disse Fachin.

O presidente Jair Bolsonaro , pré-candidato à reeleição, vem levantando suspeitas sem provas sobre a urna eletrônica, afirmando que não são auditáveis — embora sejam — e defendendo a aplicação de voto impresso, considerado um retrocesso pela Justiça Eleitoral. Nesta segunda-feira, a empresários em São Paulo, Bolsonaro disse — sem apontar um motivo — que as eleições deste ano poderão ser “conturbadas”.

Para o ministro Fachin, as derrotas de políticos nas eleições não têm a ver com o funcionamento das urnas, mas com a vontade do eleitor.

“As derrotas obtidas nas urnas não são fruto da sua operacionalidade, mas sim da inoponível manifestação do verdadeiro e único titular de todo o poder da República, o povo brasileiro”, afirmou Fachin aos ministros do tribunal.

O presidente do TSE ressaltou que as urnas são um “patrimônio nacional” e que garantem aos eleitores que suas vozes são ouvidas.

Ele lembrou que o sistema já foi empregado em 14 eleições e outras em eleições suplementares, com resultados que espelham fielmente a vontade do eleitor.

“Nosso sistema é moderno, seguro, confiável e, até mesmo hoje, depois do mais recente e sofisticado teste de confirmação, do teste público de segurança, não houve qualquer sucesso nas tentativas de invasão do sistema. Vale dizer — embora todos já o saibamos: as urnas eletrônicas são seguras e seus resultados são fiéis à manutenção da vontade de todo eleitorado brasileiro com total fidedignidade”, completou.

De acordo com o ministro, são 577 mil equipamentos em mais de 483 mil seções eleitorais no Brasil. Cada uma das urnas conta com barreiras de segurança testadas e está apta a garantir sigilo do voto de cada um dos 150 milhões de eleitores, disse.

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