Varíola do macaco pode levar à morte, diz especialista na França, onde 1° caso foi confirmado

A França confirmou nesta sexta-feira (20) o primeiro caso de varíola do macaco. O paciente é um homem de 29 anos que não viajou a um país onde o vírus circula. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não há motivos para pânico, porque a doença é, na maioria dos casos, benigna e de baixa transmissão entre humanos. No entanto, alguns especialistas lembram que formas mais severas existem e podem ser mortais.

O paciente francês está isolado em seu domicílio na região de Paris. As autoridades sanitárias devem agora identificar as pessoas que tiveram contato com ele para limitar a propagação da doença.

Esse tipo de varíola foi descoberto em 1958 na Dinamarca, em macacos de laboratórios, e por isso ganhou esse nome. “Mas atualmente são principalmente roedores que carregam esse vírus”, lembra Jeanne Brugère-Picoux, professora de veterinária e membro da Academia francesa de Medicina, em entrevista à RFI.

O primeiro caso em seres humanos data de 1970 e foi registrado na República Democrática do Congo. Desde então, as contaminações no homem ocorreram principalmente no continente africano ou foram importados dessa região do globo, explica a professora. Já em 2003, um pequeno surto foi registrado nos Estados Unidos, com 70 crianças infectadas após terem tido contato com roedores que haviam sido infectados em uma loja de animais, na qual havia espécies trazidas da África.

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