Com surto de dengue, zika e chikungunya, estados relatam falta de testes; governo prevê envio até junho

O Brasil vive um surto de doenças chamadas “arboviroses”: dengue, zika e chikungunya. Elas têm em comum o fato de serem causadas por vírus transmitidos por um mosquito, no caso o Aedes aegypti. As três doenças compartilham ainda a falta de insumos de testes diagnósticos: Bahia, Distrito Federal, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo já relataram problemas.

O Ministério da Saúde afirma que “nova remessa dos insumos está prevista para ser entregue até o mês de junho”.

A pasta não detalha os motivos da escassez e nem os impactos dela no controle dos surtos, embora ao menos dois estados relacionem o problema a consequências de bloqueios por causa da pandemia na Ásia e consequências da Guerra na Ucrânia.

O mais recente boletim epidemiológico do governo federal aponta o seguinte aumento no total de casos até a semana epidemiológica 19, que se encerrou no dia 14 de maio, na comparação com o mesmo período do ano passado:

Dengue – aumento de 165,7%
Chikungunya – aumento de 74,9%
Zika – aumento de 70,7%

Em seu próprio boletim, o Ministério alerta para a importância de medidas contra o avanço da doença, e, por isso, desde 9 de maio mantém uma “Sala de Situação de Arboviroses” e já realizou ações de campo no DF, Goiás e Rio Grande do Sul.

“Até o momento, foram confirmados 323 óbitos por dengue, sendo 285 por critério laboratorial e 38 por critério clínico epidemiológico. Os estados que apresentaram o maior número de óbitos foram: São Paulo (118), Goiás (37), Santa Catarina (35), Rio Grande do Sul (30), Bahia (21) e Paraná (20). Permanecem em investigação outros 333 óbitos”, segundo o Ministério da Saúde.

Posição do ministério sobre os testes
Sobre a situação do testes nos estados, o Ministério da Saúde diz que atua “sem medir esforços”, mas não detalha os impactos.

“Quanto à distribuição de testes, o Ministério da Saúde trabalha sem medir esforços para manter a rede de saúde abastecida com os testes diagnósticos de dengue, zika e chikungunya. Uma nova remessa dos insumos está prevista para ser entregue até o mês de junho. Já os testes moleculares da Fiocruz estão sendo entregues diretamente aos Lacens para reforçar o rastreamento da doença em todo o país”, informou o governo em nota.

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