Maternidade em Fortaleza tem surto de infecção em bebês e restringe atendimento

A superlotação ocasionou um surto de infecções em três unidades da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), no Bairro Rodolfo Teófilo, em Fortaleza. Por conta do surto, a emergência da unidade vai atender apenas às mulheres reguladas pela central de leitos, nas seguintes situações:

Gestantes com idade gestacional acima de 37 semanas
gestantes com idade gestacional abaixo de 20 semanas
emergências ginecológicas.

A infecção se chama Clostridium Difficile e é passada por manuseio de uma criança para outra. “Por enquanto, os quadros são estáveis sem risco de desfecho clínico mais grave“, afirma a Maternidade-Escola. A infecção é um agente patogênico que infecta o trato digestivo.

De acordo com o gerente de atenção à saúde da MEAC, Edson Lucena, se a lotação continuar, a quantidade de infecções vai aumentar, o que pode provocar a morte de bebês.

“Agora nós não estamos podendo receber nenhuma gestante com bebês prematuros. Se persistir, o risco é que a gente tenha infecções mais graves e que a gente possa ter inclusive desfechos clínicos inclusive com mortes desses bebês”, alertou.

A MEAC possui 21 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo neonatal e hoje conta com 28 bebês internados; ou seja, 130% da capacidade.

Procedência das infecções
Sobre o motivo das infecções, Edson Lucena explica que a lotação ocasiona o maior contato entre as crianças na incubadora, permitindo a maior contaminação.

“Nós temos as unidades neonatais super lotadas, essa lotação leva a redução de profissionais para cuidar de um determinado número de bebês e bebês que precisam de cuidados diferenciados. Reduzem os espaços entre as incubadoras e automaticamente permitem que as infecções passem de um bebê para o outro aumentado automaticamente seus riscos”.

Edson Lucena afirmou que hoje o estado de saúde dos bebês que estão na unidade é satisfatório, porém é preciso reduzir a quantidade de crianças na UTI. “Os bebês estão estáveis não estão sob risco de imediato de nenhuma intercorrência clínica maior. Mas necessitamos de maior cuidado e precisamos reduzir o número de bebês prematuros que nascem aqui e automaticamente ocupem as vagas das unidades de UTI.”

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