Prédio é interditado e moradores são obrigados a deixar apartamentos por causa de rachadura em Jaboatão

Um prédio residencial foi interditado pela Defesa Civil no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, após a descoberta de rachaduras na parte externa da construção. Os moradores tiveram que deixar os apartamentos.

A interdição do bloco B do Edifício Dallas, na Avenida Ulysses Montarroyos, ocorreu na noite de sexta (3). Os moradores ouviram um estalo por volta das 18h.

O condomínio tem outros dois blocos, com 16 apartamentos cada. No imóvel interditado, havia rachaduras na laje, que estariam colocando em risco a estrutura, segundo moradores.

Imagens enviadas pela dona de um dos apartamentos do bloco interditado mostram pessoas na frente do prédio, na noite de sexta. Em outras fotos, é possível observar a rachadura. A proprietária do imóvel preferiu não ser identificada.

Segundo a prefeitura da cidade, uma empresa de engenharia, que deve ser contratada pelos condôminos, terá de fazer uma avaliação da estrutura.

É preciso saber se ainda é possível recuperar a estrutura e que obras seriam necessárias no imóvel. Ainda não foi divulgado o que pode ter provocado o problema.

Ainda de acordo com a administração de Jaboatão, a Defesa Civil esteve no local na noite da sexta e determinou o esvaziamento do edifício, impedindo que os moradores retornassem para as suas casas.

Técnicos voltaram ao bloco na manhã deste sábado (4) e mantiveram a avaliação de que ele não pode ser ocupado até que uma empresa de engenharia faça uma análise mais aprofundada.

Até a tarde deste sábado, ainda não havia empresa contratada para fazer o serviço, de acordo com a dona de um dos apartamentos.

A interdição está localizada no bloco B. Os blocos A e C não foram interditados, mas os impactos também precisarão ser analisados no laudo de engenharia. Segundo a proprietária de um dos imóveis ouvida pelo g1, os prédios foram construídos há mais de 30 anos.

Jaboatão dos Guararapes é um dos municípios do Grande Recife com histórico de interdições de prédios. Um dos casos mais graves aconteceu no Edifício Areia Branca, que caiu em 2004, deixando quatro mortos.

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