‘Que sejam encontrados brevemente’, diz Bolsonaro sobre jornalista e indigenista desaparecidos

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (7) que espera que o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, desaparecidos na Amazônia desde o domingo (5), sejam encontrados “brevemente”.

Os dois sumiram no domingo (5), na região do Vale do Javari, no estado do Amazonas. Segundo a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) eles desapareceram no trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte.

De acordo com Bolsonaro, duas pessoas foram detidas pela Polícia Federal e são investigadas. O presidente disse que a região onde ocorreu o desaparecimento é “completamente selvagem” e “onde tudo pode acontecer”.

Ele afirmou ainda que viagem que os dois faziam no Amazonas “é uma aventura que não é recomendável.”

“O que nós sabemos até o momento? Que no meio do caminho teriam se encontrado com duas pessoas, que já estão detidas pela Polícia Federal, estão sendo investigadas. E, realmente, duas pessoas apenas num barco, numa região daquela, completamente selvagem, é uma aventura que não é recomendável que se faça. Tudo pode acontecer. Pode ser um acidente, pode ser que eles tenham sido executados. Tudo pode acontecer. A gente espera e pede a Deus para que sejam encontrados brevemente. As Forças Armadas estão trabalhando com muito afinco na região”, afirmou Bolsonaro.

De acordo com a Univaja, o indigenista Bruno Araújo Pereira, que foi coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Atalaia do Norte, recebia constantes ameaças de madeireiros, garimpeiros e pescadores.

Os dois estavam na região para visitar a equipe de Vigilância Indígena que se encontra próxima à localidade chamada Lago do Jaburu (próxima da Base de Vigilância da Funai no rio Ituí), para que o jornalista visitasse o local e fizesse algumas entrevistas com os indígenas.

Segundo o jornal inglês “The Guardian”, para o qual Phillips colabora, o jornalista está trabalhando em um livro sobre meio ambiente com apoio da Fundação Alicia Patterson.

Ele mora em Salvador e também faz reportagens sobre o Brasil há mais de 15 anos para outros veículos como “Washington Post”, “New York Times” e “Financial Times”.

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