Fiocruz: quase 70% dos casos de síndrome respiratória grave no Brasil são por Covid

Os casos de Covid-19 seguem em curva de crescimento no Brasil. Novos dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados pelo Boletim InfoGripe nesta quinta-feira (9), mostram que quase 70% dos episódios de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nas últimas quatro semanas eram casos de infecção pelo coronavírus. Na edição anterior, publicada em 1º de junho, a proporção era de 59,6%.

O documento destaca ainda que 92,22% das mortes em decorrência de vírus respiratórios, entre 29 de maio e 4 de junho, foram provocadas pelo vírus causador da Covid-19. Neste período, os pesquisadores estimam uma média de 7,7 mil quadros de SRAG no país.

Em nível nacional, o estudo aponta um cenário de crescimento no número de casos semanais da síndrome respiratória grave associados à Covid-19 em todas as faixas etárias da população adulta.

Na população em geral, a estimativa mostra um crescimento de 39,5% na média móvel de casos semanais de SRAG na comparação entre a primeira e última semana de maio. Na população a partir de 18 anos, a estimativa é de que esse crescimento tenha sido de 88,7%.

Coordenador do InfoGripe, o pesquisador Marcelo Gomes afirmou que as crianças ainda fazem parte do perfil de pacientes com vírus sincicial respiratório (VSR) e as demais faixas etárias seguem com positividade relevante nos testes para Covid-19.

“Os dados laboratoriais apontam que, no grupo de zero a quatro anos, os casos seguem fundamentalmente associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), embora também se observe presença relevante de SARS-CoV-2 (Covid-19), rinovírus e metapneumovírus. Nas demais faixas etárias, predominam as ocorrências de SARS-CoV-2″, diz.

O pesquisador ainda ressaltou a importância da dose de reforço contra a Covid-19 e da volta do uso de máscaras diante deste cenário epidemiológico. Para ele, é necessário que a população retome as medidas de proteção contra o vírus, especialmente em locais de maior aglomeração.

“É fundamental que a população retome certas medidas simples e eficazes, como o uso de máscaras, especialmente no transporte público, seja ele coletivo ou individual – tais como ônibus, trem, metrô, barcas, táxis e aplicativos. E quem ainda não tomou a dose de reforço da vacina da Covid-19, é preciso tomar. A vacinação é simplesmente fundamental”, alerta Gomes.

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