Ibovespa tem oitava queda seguida, acompanhando pessimismo no mercado externo

O Ibovespa , principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em sua oitava queda seguida nesta terça-feira (14), ainda pressionado pelos temores de uma alta acentuada nos juros dos Estados Unidos.

O indicador teve queda de 0,52%, a 102.063 pontos. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, a bolsa fechou em queda de 2,73%, a 102.598 pontos. Com o resultado de hoje, o recuo da semana é de 3,24% e de 8,34% no mês. No ano, o índice tem queda de 2,63%.

O dólar teve mais um dia de alta, cotado a R$ 5,13.

O mercado ainda sofre com clima amargo enquanto aguarda as decisões sobre juros aqui e nos Estados Unidos.

Por lá, os investidores cogitam a possibilidade de uma alta agressiva nas taxas para tentar conter a escalada da inflação. Os dados de inflação ao produtor divulgados mais cedo arrefeceram esse sentimento, mas não conseguiram colocar as bolsas em território positivo.

O S&P 500 afundou ainda mais em zona de bear market, com queda de 0,17%. O índice Dow Jones recuou 0,49% e o índice tecnológico Nasdaq se recuperou levemente, com alta de 0,18%.

Na Europa, as ações europeias caíram sexta sessão consecutiva, também devido a preocupações com os juros nos Estados Unidos e uma potencial recessão. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em baixa de 1,26%, a 407,32 pontos.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também anuncia na quarta-feira a nova taxa básica de juros da economia brasileira.

A expectativa é de elevação de 0,50 ponto percentual, para 13,25% após a inflação ter desacelerado em maio e o BC ter sinalizado na ata da reunião de maio um ajuste adicional de menor magnitude em relação ao ritmo de elevação de 1 ponto percentual adotado até então.

O BC e o mercado avaliam também a aprovação, no Senado, do projeto que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, um tributo estadual) incidentes sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. A proposta traz preocupações para os cofres dos estados, que calculam perdas de até R$ 83 bilhões e renovar temores com a crise fiscal do país.

Mais cedo, o IBGE informou que o setor de serviços cresceu 0,2% em abril, e passou a operar 7,2% acima do patamar pré-pandemia.

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