OMS pede vigilância e transparência ante varíola do macaco

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu. nesta quinta-feira (23), vigilância e transparência frente ao incomum surto de varíola do macaco, que já provocou mais de 3.200 casos.

Diante desta situação, a OMS reuniu nesta quinta especialistas internacionais, para determinar se a situação constitui ou não uma “emergência de saúde pública de alcance internacional”, como ocorre com a pandemia de Covid-19.

No entanto, não se espera que uma decisão seja tomada antes de pelo menos sexta-feira (24).

“A OMS pede a todos os Estados-membros que compartilhem informação conosco”, declarou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a reunião.

“Em outras epidemias, às vezes vimos as consequências da falta de transparência dos países, de não compartilhar informação”, acrescentou.

Desde maio, houve um recrudescimento incomum nos casos de varíola do macaco fora dos países da África central e do oeste da África, onde o vírus costuma circular. A Europa está no centro da propagação do vírus.

Tedros explicou que há pouco mais de seis semanas, a OMS foi informada da detecção de três casos de varíola do macaco no Reino Unido em pessoas que não tinham viajado recentemente para fora do país.

“Desde então, foram confirmados mais de 3.200 casos (…) e um óbito em 48 países”, explicou Tedros.

“Além disso, até este momento do ano, foram notificados cerca de 1.500 casos suspeitos […] e cerca de 70 óbitos na África central, sobretudo na República Democrática do Congo e na República Centro-africana e no Camarões“, acrescentou.

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