Após evitar comentar o caso, Lula cita denúncias de assédio sexual na Caixa e pede rigor nas investigações

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à Presidência da República, disse neste sábado (2) que as denúncias de assédio sexual na Caixa Econômica Federal devem ser apuradas com rigor e que culpados sejam condenados. No meio da semana, quando as denúncias se tornaram públicas, Lula evitou comentar o caso, dizendo que não era procurador nem policial.

O pré-candidato discursou em um evento em Salvador. Lula e os outros três pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas — Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) — participaram de atos na capital baiana neste sábado. No 2 de julho se comemora a Independência da Bahia.

Lula participa de desfile em homenagem a Independência do Brasil na Bahia.

As denúncias na Caixa foram feitas por funcionárias que acusam o agora ex-presidente do banco Pedro Guimarães de assédio sexual. Ele deixou o cargo na quarta-feira (29), diante da repercussão. No mesmo dia, em entrevista a uma rádio, Lula apenas disse que não iria comentar o caso.

“Vocês nem perguntaram sobre o presidente da Caixa Econômica, que está sendo acusado por assédio, mas também eu não sou procurador e não sou policial”, disse o ex-presidente na ocasião.

Em Salvador, num evento que reuniu apoiadores ao lado do estádio Fonte Nova, Lula fez um discurso, durante o qual se posicionou com mais veemência sobre o caso.

“Mulheres brasileiras lutam dia a dia uma guerra injusta, recebendo menos salário que os homens na mesma função, expostas ao machismo, feminicídio, estupro e outras formas de violência de que são vítimas todos os dias no Brasil, como as mulheres foram vítimas de assédio pelo presidente da Caixa Econômica”, afirmou Lula.

“É preciso que essa gente seja julgada, e é preciso que essa gente depois de apurada e julgada, seja condenada, porque senão a gente não vai construir nunca nem um novo homem nem uma nova mulher. Temos que ser mais duros na apuração e no julgamento dessas pessoas. É mais de que urgente construirmos igualdade de direito entre mulheres e homens”, completou o ex-presidente.

No discurso, Lula aproveitou para fazer críticas a Bolsonaro. Ele citou a proposta que o governo aprovou no Senado esta semana e que prevê declarar estado de emergência, em razão da inflação dos combustíveis, para aumentar benefícios sociais. A lei eleitoral não permite reajuste ou criação de benefícios sociais em ano de eleição, a não ser em casos excepcionais, como o estado de emergência.

Lula lembrou que o reajuste que o governo quer dar aos programas sociais, pela proposta aprovada, só dura até o fim do ano.

“E agora o presidente está tentando aprovar isso, aprovar aquilo. R$ 41 bilhões para ver se ele consegue ganhar as eleições e eu queria dizer para ele o que o povo baiano está dizendo para ele: ‘Bolsonaro, aprove suas leis, porque a gente vai pegar todo dinheiro que você mandar. Mas a gente não vai votar em você. A gente vai votar em outras pessoas’. Porque o dinheiro que ele está dando é só até dezembro. É como se fosse um sorvete, chupou, acabou. Fica com o palito na mão. Então nós temos que dar uma lição para ele“, afirmou Lula.

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