Choveu em dois meses o que era esperado para o ano inteiro em Alagoas, diz meteorologista

O volume de chuva que atingiu Alagoas nos últimos dois meses superou o esperado para o ano inteiro no estado. A informação é da Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Smarh). Chega a 51 o número de municípios em situação de emergência.

“Nos últimos 60 dias tivemos um volume de chuvas de 1.000 mm, o que corresponde ao esperado para o ano inteiro. Só nesses últimos dois dias choveu 75% do que estava previsto para todo o mês de julho”, disse o meteorologista Vinícius Pinho, coordenador da Sala de Alerta.

Grande parte dessa chuva atingiu o estado no final de maio, causando 4 mortes e deixando 35 municípios em estado de emergência. Desde a última sexta-feira (1) voltou a chover forte no interior, causando novamente transbordamento de rios e lagoas. O Governo do Estado decretou emergência em outros 16 municípios, fazendo o total subir para 51.

A previsão agora é de que haja uma redução significativa do nível de chuvas em Alagoas. O que preocupa os meteorologistas são as chuvas no estado de Pernambuco, que podem impactar ainda mais no volume dos rios em Alagoas.

O Estado já considera a enchente deste ano maior que a de 2010, que deixou quase 20 mortos e dezenas de feridos. Dessa vez, o número de vítimas foi menor, devido a uma preparação maior para desastres, o que tornou mais rápida a retirada de famílias de áreas de risco.

Em Limoeiro de Anadia a força da água assustou até os moradores mais antigos. “Eu nasci e me criei nessa beira de rio, a maior cheia que eu já vi nesse rio foi essa”, disse o aposentado José Coopertino.

Muita gente perdeu tudo na enchente, como a dona de casa Aparecida Virgilino. “A gente consegue as coisas com muito sacrifício e perder assim, de uma hora para outra, é muita dor. A gente sofre mesmo“, lamentou.

O coordenador da Sala de Alerta da Semarh afirmou que ainda não foi feita uma medição para saber o volume total da cheia, considerando todos os rios que transbordaram, mas que aparelhos foram perdidos pela força da água neste ano.

“Ainda não fizemos um estudo sobre isso, mas 10 medidores pluviométricos que instalamos nas bacias do rios registraram volume acima dos de 2010. E pelo menos quatro foram encobertos pelas águas”, afirmou Vinícius Pinho.

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