Morre Sergio Paulo Rouanet, diplomata que deu nome à lei

Morreu, aos 88 anos, neste domingo (3), o diplomata e ex-ministro da Cultura, Sergio Paulo Rouanet. Ele foi o autor da Lei de Incentivos fiscais à Cultura no Brasil, quando ministro da pasta no governo Collor. A informação foi confirmada pelo Instituto Rouanet, fundado por ele e a esposa, Bárbara Freitag. Segundo a instituição, ele faleceu no Rio de Janeiro e foi vítima do avanço da síndrome de Parkinson’s.

“É com muito pesar e muita tristeza que informamos o falecimento do embaixador e intelectual Sergio Paulo Rouanet, pela manhã do dia três de julho. Rouanet batalhava contra o parkinson’s, mas se dedicou até o final da vida à defesa da cultura, da liberdade de expressão, da razão, e dos direitos humanos. O Instituto carregará e ampliará seu grande legado para futuras gerações”, escreveu o Instituto que leva seu nome.

Rouanet também foi filósofo, professor universitário, tradutor, ensaísta brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras desde 1992. Desde 2019, a Lei Rouanet sofreu alterações na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma delas ocorreu em fevereiro, quando o chefe do executivo oficializou uma Instrução Normativa (IN) prevendo, entre outros, a redução de 50% do teto de recursos e a limitação para aluguel de teatros. Os cachês artísticos também foram impactados pela mudança. O limite para pagamento com recursos da lei passou a ser de R$ 3 mil por apresentação, para artista ou modelo solo. Anteriormente, o cachê individual podia chegar em R$ 45 mil.

Lamentações

Artistas e políticos lamentaram o falecimento do diplomata por meio das redes sociais. A atriz Lucélia Santos prestou condolências à família e apontou que a lei Rouanet foi “demonizada” pela gestão Bolsonaro. “Morreu o diplomata Sergio Paulo Rouanet, responsável por criar a principal lei que serviu como incentivo para o setor cultural por 3 décadas. Lei essa que leva seu nome e foi demonizada pela campanha bolsonarista anticultural através de fakenews. Minhas condolências à família”, escreveu.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também se manifestou destacando o papel de Rouanet no apoio à Cultura. “Recebemos a triste notícia da partida do grande Sergio Paulo Rouanet. Ele dedicou sua vida à luta pelos direitos humanos, pela cultura, por todos aqueles que são gravemente atingidos pela desigualdade. Foi e sempre será um exemplo! Meus sentimentos à família”, disse.

Ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB) apontou que “a cultura brasileira chora a morte” de um dos seus principais defensores. “A cultura brasileira chora a morte de Sérgio Rouanet, ex-ministro, diplomata, autor da lei que beneficia a cultura no país. Minha solidariedade aos familiares e amigos, em especial à Bárbara, sua esposa”, escreveu.

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