Casos prováveis de leptospirose disparam no Recife no período de chuvas: aumento é de 560,7%

Entre os dias 23 de maio e 7 de julho deste ano, período com registro de chuvas acima da média histórica, o Recife notificou um total de 185 casos prováveis de leptospirose, doença transmitida pela urina de animais, principalmente roedores, infectados pela bactéria Leptospira.

O número é 560,7% maior do que o registrado no mesmo período de 2021, quando foram notificados 28 casos. Os dados são da Secretaria de Saúde do Recife (Sesau).

Em relação aos casos confirmados, quando há a comprovação laboratorial de que o paciente, de fato, tem leptospirose, o total também subiu em relação ao ano passado. Em 2022, no período citado, foram confirmadas 36 infecções, exatamente o dobro do confirmado em 2021, quando foram 18 registros.

Os dados mais recentes do ano no Estado, divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), mostram duas mortes causadas por leptospirose, sendo ambas na Região Metropolitana do Recife (RMR). As vítimas fatais são dois homens.

Um deles tinha 31 anos, morava em Jaboatão dos Guararapes e morreu no último dia 19 de janeiro. O outro tinha 25 anos, residia em Olinda e foi a óbito em 12 de janeiro deste ano.

A pasta informou, ainda, que 155 casos da doença foram notificados este ano, sendo 35 confirmados, 40 descartados e 80 em investigação.

Atenção no período chuvoso
A Sesau destaca que a maior incidência de chuvas durante o inverno traz a necessidade de cuidados com doenças mais proeminentes no período, como é o caso da leptospirose, infecção aguda transmitida através da exposição direta ou indireta à urina de animais, especialmente os ratos, infectados pela bactéria Leptospira.

A doença se manifesta por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, ou pela pele, que pode ter penetração mais fácil caso haja a presença de ferimentos de menor ou maior grau na região.

“Se for necessário circular por áreas que foram atingidas pelas chuvas, deve ser evitado o contato com a água suja, seja usando botas de borracha ou até mesmo improvisando, cobrindo os pés e as pernas com sacos plásticos. Além disso, é preciso evitar levar a mão molhada à boca ou aos olhos, evitando que a bactéria penetre por lesões existentes na pele ou nas mucosas”, explica a chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Crônicas Transmissíveis da Sesau, Adriana Luna.

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