Reino Unido proíbe militares de pagarem por sexo durante missões no exterior

As Forças Armadas britânicas passaram a proibir militares que atuem em missões no exterior de contratar o serviço de profissionais do sexo. A medida, que segundo o jornal The Guardian não tem precedentes, é parte de esforços para limpar a imagem e preservar a instituição, depois de virem à tona denúncias sobre violência e exploração sexual envolvendo soldados.

O secretário de Defesa britânico, Ben Wallace, justificou a decisão afirmando ser necessária uma mudança de atitude nas Forças Armadas. “Queremos que mais e mais mulheres estejam em nossas fileiras e temos que ter em mente tudo o que isso significa em diferentes ambientes. Precisamos definir parâmetros e deixar muito claro o que é aceitável”, disse.

Militares que desrespeitarem a regra e fizerem sexo em troca de pagamento poderão ser demitidos e, no caso de a infração ser cometida em países onde a prostituição é ilegal, até processados. A nova proibição não será aplicada no Reino Unido.

O comportamento de soldados britânicos no exterior passou a ser alvo de escrutínio mais intenso depois da revelação do assassinato, em 2012, da jovem queniana Agnes Wanjiru, 21. Ela foi encontrada morta nas proximidades de um acampamento usado pelo Exército, e o crime, cometido por um militar, teria sido acobertado por oficiais das Forças Armadas. Investigações posteriores revelaram que soldados britânicos frequentemente pagavam por sexo no país do leste africano —no Quênia, a prostituição não é ilegal.

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