‘Ela teve duas chances de parar e não parou’, diz avó sobre motorista que atropelou neta arrastada no carrinho na Zona Sul de SP

A criança de 11 meses que estava em um carrinho de bebê quando foi atropelada e arrastada por cerca de 500 metros por um veículo na noite de quinta-feira (21) na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, na Zona Sul de São Paulo, está com lesões graves nos pés causadas pelo atrito da pele com o asfalto por conta do acidente.

Segundo a família, existe a possibilidade da criança ter que passar por cirurgias por conta dos ferimentos.

A avó da criança disse que a motorista poderia ter evitado o acidente.

“Ela teve duas chances de parar, duas chances de parar e não parou. O meu genro foi correndo atrás do carro, chamando, gritando, pedindo para ela parar, além das testemunhas que estavam no local, foram correndo junto com ele atrás do carro”, afirma Eliana da Silva, avó da bebê que está internada em um hospital na Zona Sul da capital.

O pai vinha com a criança no carrinho, eles atravessavam a rua, na faixa de pedestres para voltar para casa. Segundo a família, a caminhonete vinha no mesmo sentido e não parou para que pai e filha completassem a travessia. O homem foi derrubado e o carrinho com o bebê dentro ficou preso no para-choque da frente, arrastando a criança junto.

Apesar da esquina onde ocorreu o acidente não ter semáforo, existe sinalização no asfalto com placas para os motoristas pararem.

A motorista do veículo, Renata Cândida da Cruz Nunes, dirigiu da Rua Galeno de Castro até a Avenida Eusébio Estevaux com o carrinho da criança preso no para-choque do veículo. Ela só parou na entrada do condomínio onde mora.

“Eu realmente não consigo entender porque é uma bebê, um ser indefeso e ela não teve essa capacidade, essa compaixão em parar o veículo e socorrer”, afirmou a avó da criança.

A bebê foi encaminhada para a enfermaria do Hospital do Campo Limpo.

A condutora do veículo foi localizada em um condomínio próximo ao local do acidente e informou que estava com a filha no veículo e se assustou, por acreditar que tinha atropelado um ciclista. A mulher afirmou que não desembarcou do carro no momento do atropelamento por medo de ser agredida.

Em nota, a secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), informou que “policiais militares atenderam a ocorrência e verificaram que uma mulher, de 42 anos, conduzia uma I/MMC Outlander branca quando acabou atingindo um carrinho de bebê que estava sendo empurrado pelo pai da criança. O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo pelo 98º Distrito Policial (Jardim Miriam), que requisitou perícia”.

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