Câmara aprova projeto que tipifica o crime de domínio de cidades, conhecido como ‘novo cangaço’

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3) um projeto que tipifica o crime de domínio de cidades, conhecido como o “novo cangaço”. A proposta segue agora para análise do Senado.

A expressão “novo cangaço” tem sido utilizada para caracterizar a ação de organizações criminosas fortemente armadas que cercam pequenas cidades para praticar assaltos, geralmente a agências bancárias.

O projeto acrescenta um parágrafo ao Código Penal para definir o crime. Conforme o texto, o “novo cangaço” consiste em: “realizar bloqueio total ou parcial de quaisquer vias de tráfego, terrestre ou aquaviário, bem como de estruturas físicas das forças de segurança pública, para evitar e/ou retardar a aproximação do poder público, com emprego de armas de fogo e/ou equipamentos de uso das forças de segurança pública, com finalidade de praticar crimes”.

A proposta também inclui o crime de domínio de cidades entre os crimes hediondos.

Pela legislação, no caso de crimes hediondos, não é possível fiança, indulto ou anistia. A pena também precisa ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Penas

A pena prevista na proposta varia de 15 a 30 anos e pode aumentar em um terço se o criminoso:

utilizar dispositivos explosivos e/ou capturar reféns para diminuir a chance de ação da polícia

investir contra as instalações físicas com destruição parcial ou total de prédios públicos e/ou privados

inabilitar total ou parcialmente as estruturas de transmissão de energia e/ou de telefonia

usar aeronaves ou outro equipamento com o objetivo de promover controle do espaço aéreo

praticar alguma das condutas descritas acima para permitir a fuga de cadeias

Se a ação levar alguém à morte, a pena pode chegar a 40 anos. Se houver lesão corporal grave, o piso de 15 anos sobe para 20 anos de reclusão.

Segundo a proposta, mesmo que não consumados, os atos preparatórios ao crime serão punidos com a pena correspondente ao delito praticado, diminuída de um quarto até um terço.

O projeto traz um dispositivo para excluir das condutas enquadradas no delito as manifestações políticas, religiosas, movimentos sociais, sindicais entre outros.

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