Se não estimulados, 65% não sabem em quem votar, aponta pesquisa IPESPE

Às vésperas do início da campanha eleitoral, prevista para começar, segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (16), a segunda pesquisa divulgada pela Folha de Pernambuco em parceria com o IPESPE – Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, retrata uma curva ascendente da candidata ao Governo de Pernambuco pelo Solidariedade, Marília Arraes. O movimento equivale a uma oscilação positiva, mas ainda dentro da margem de erro (3,2 pontos). Numa comparação com o cenário da primeira amostra, realizada entre 28 e 30 de junho, além da liderança de Marília, se mantém também um empate técnico, ainda demarcando uma disputa pela segunda colocação.

“Temos uma candidata que desponta, que é Marília, e o restante dos candidatos fragmentado com percentuais praticamente empatados. Então, nesse momento, temos Marília numericamente à frente, e se mantém a disputa pela segunda colocação”, analisa a diretora Executiva do IPESPE, Marcela Montenegro.

Ainda de acordo com Marcela, é preciso aguardar para ver se esse movimento, com o início da campanha e do guia de TV, se manterá consistente. Esta segunda rodada foi a campo entre 10 e 12 de agosto, pouco mais de um mês após a primeira, mas ainda sem que a campanha propriamente dita tivesse tido início.

“Não só o guia eleitoral não começou, mas a própria campanha de rua”, observa Marcela Montenegro.

O início da campanha eleitoral compreende a autorização para comícios, distribuição de material gráfico, propagandas na internet e caminhadas. Já as peças publicitárias em horário gratuito de rádio e televisão ficam liberadas entre 26 de agosto e 29 de setembro, segundo o TSE.

Na amostra atual, Marília pontua 31% (tinha 29%), Raquel Lyra, 13% (tinha 13%), Anderson Ferreira, 12% (tinha 12%), Danilo Cabral, 11% (tinha 10%), Miguel Coelho, 10% (tinha 9%), João Arnaldo, 1% (não tinha alcançado 1%), Wellington Carneiro, 1% (tinha 1%). Os demais não alcançaram 1% das citações.

Marcela Montenegro realça ainda outra variável que se soma para o cenário vir se mantendo sem grandes alterações: “Para governador, existe um cardápio de opção amplo, o que fragmenta a escolha”. Na esteira, ela observa que “a campanha ainda não está no radar das pessoas”, a tirar pelo grau de interesse no pleito avaliado pela pesquisa. Somando-se os que têm pouco interesse no pleito (30%) com o que externam não ter interesse (20%), “você tem ainda metade da população que declara pouco ou nenhum interesse numa eleição majoritária”.

Os que dizem ter “muito interesse” (20%) mais aqueles que falam em “algum interesse” (29%) chegam a 49%.

“Essa divisão do nível de interesse é muito homogênea em todos os segmentos”, sublinha Marcela.

Outro fator que explica a manutenção do quadro: na espontânea, o percentual de “nenhum/branco/nulo” é de 10% e o de não “não sabe/não respondeu” de 55%. Ou seja: se não estimulados, 65% dos entrevistados simplesmente não sabem em quem votar. Na estimulada, o percentual de “nenhum/branco/nulo” fica em 12% e o de “não sabe/não respondeu”, em 10%, fazendo esse total cair para 22% que ainda não decidiram quais serão seus candidatos.

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