Percepção de que economia piorou atinge 52%, menor patamar no ano, diz Quaest

A parcela da população que considera que a economia piorou no último ano chegou ao menor nível desde setembro de 2021, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest publicada nesta quarta-feira (17). Para 52%, a economia piorou no último ano. Em novembro do ano passado, quando a série atingiu seu pior patamar, 73% avaliavam que a economia havia se deteriorado no último ano.

O levantamento também mostrou que 23% acreditam que a economia melhorou, maior nível da série. Para 24%, a economia está do mesmo jeito, e 2% não souberam ou não responderam.

Apesar da queda, o tema continua sendo apontado como o principal problema para os eleitores, 40% dos entrevistados. As questões sociais foram citadas por 21%; seguidas por saúde/pandemia, 13%; e corrupção, 7%. Outros somam 15% e não sabem ou não responderam são 3%.

Além disso, o tema é considerado central para as eleições presidenciais, tendo em vista que, segundo a pesquisa, 53% dizem que a economia influencia o voto para presidente – em julho, esse número era de 59%.

Dificuldade para pagar as contas
Também caiu o número de respondentes que possuíam dificuldades em pagar as contas nos últimos três meses. Os que afirmam que essa capacidade piorou são 48%, menor nível desde o início do ano e 5 pontos percentuais a menos em relação ao levantamento anterior da Quaest, de 3 de agosto.

Os que dizem que essa capacidade melhorou são 25% e os que afirmam que ficou igual são 26%. Os que não sabem ou não responderam são 1%.

O instituto ouviu 2.000 pessoas face a face entre 11 e 14 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento tem 95% de confiança. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01167/2022.

Na intenção de voto para eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 33%. O primeiro turno está marcado para 2 de outubro.

Depois aparecem Ciro Gomes (PDT), com 6%, e Simone Tebet (MDB), com 3%. Outros seis candidatos incluídos na pesquisa não pontuaram: Felipe d’Avila (Novo), José Maria Eymael (DC), Leonardo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Vera Lúcia (PSTU).

Os que dizem que irão votar em branco, anular ou deixar de votar somam 6%. A proporção dos indecisos também é de 6%.

Em um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Lula tem 51% contra 38% de Bolsonaro. Neste cenário, os indecisos somam 4% e os que dizem votar branco, nulo ou não votar, 7%.

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