Guerra na Ucrânia: ataques à maior usina nuclear da Europa colocam mundo sob alerta

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, chega à Ucrânia nesta quinta-feira (18) para verificar as condições da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que está sob domínio das forças russas desde março.

O complexo foi bombardeado na semana passada. Ucrânia e Rússia se acusam mutuamente pela autoria do ataque. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla em inglês), essa é a primeira vez que há uma guerra em um país que tem uma rede de energia nuclear grande e estabelecida. O órgão já alertou que “há um risco muito real de desastre nuclear”.

Na pior das hipóteses, um possível acidente nuclear seria equivalente a 10 vezes o do desastre de Chernobyl, embora Zaporizhzhia seja mais segura.

“A Rússia poderia negar esse ataque e ficaria um jogo de versões”, explica Vitelio Brustolin, pesquisados das faculdades de Direito e História da Ciência de Harvard. “Ninguém saberia ao certo quem atacou de fato.”

O funcionamento da usina tem sido mantido por ucranianos rendidos por soldados russos.

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