Bolsonaro diz que, se reeleito, vai manter relações com governos de esquerda da América do Sul

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (19) em um compromisso de campanha eleitoral que, se reeleito, quer manter relações diplomáticas abertas com os países da América do Sul – incluindo aqueles governados por políticos de esquerda.

Bolsonaro deu entrevista à rádio “98 Live” em Belo Horizonte, como parte da campanha à reeleição. O presidente foi questionado sobre uma “ascensão da esquerda na América Latina como um todo” e sobre o diálogo com esses governos em um eventual segundo mandato.

“Não fechamos as portas para nada, em país nenhum aqui da América do Sul. Logicamente, quando eu falo para você aqui, estou dando recado para a população, para onde aqueles países estão indo pelas escolhas que fizeram. Todo mundo tem liberdade de fazer suas escolhas agora, por ocasião das eleições”, disse.

Ao longo do primeiro mandato, Bolsonaro fez reiteradas críticas aos presidentes de esquerda do continente – em especial, a Nicolás Maduro (Venezuela) e Alberto Fernández (Argentina). Nos últimos meses, também reservou artilharia para o recém-empossado presidente do Chile, Gabriel Boric.

Pandemia e desinformação

Bolsonaro também criticou a forma como a pandemia de Covid-19 foi combatida no Brasil e em outros países da América do Sul. Para o presidente, a política de isolamento para diminuir a proliferação do novo coronavírus foi equivocada.

“Eu podia ficar muito bem dentro do Palácio da Alvorada, de três andares, tem tudo lá dentro que você possa imaginar. Mas eu tinha que estar no meio do povo e fui, estive na periferia de Brasília. Ceilândia, Taguatinga, cidade-satélite e em locais mais humildes, e estive com a população. Várias vezes que estive, quando entrava na casa das pessoas… Sem máscara, deixar bem claro. Porque a máscara é outra história, outro tabu que vai cair brevemente aí”, afirmou o presidente.

​O uso de máscara, em especial a do tipo PFF2 com elástico na cabeça, protege contra a infecção pelo coronavírus. O item deve ser usado bem vedada ao rosto para impedir que o vírus entre em contato com mucosas como a boca e o nariz.

Além de destacar que não usou máscara, o presidente também voltou a defender o tratamento precoce com medicamentos comprovadamente ineficazes para tratar a Covid-19. Bolsonaro também afirmou que não errou “nenhuma opinião” durante a emergência sanitária causada pela doença.

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